quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Ûultima sessÞao






Take this test!


It always seems so safe in a hotel room, with the dead-bolted doors, security guards, and that concierge ready to help with your every need. But if you've seen Psycho, you know that's not always the case. There sure are some crazy people out there, but most of them seem so normal. Is your mind playing tricks on you? No way!

Just like your horror movie match, you're seen by others as smart and thoughtful. If it's psychological, creative, or just plain interesting, you'll be all over it. So on the next rainy day, check into the Bates Motel and have a good scare!



quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

domingo, 9 de dezembro de 2007

Missão: Impossível ( ***1/2 )


Milionário, mas cheio de personalidade

Quando vi Missão:Impossível pela primeira vez, em VHS, há muito tempo atrás, era só mais uma super-produção com Tom Cruise, nada mais. O nome de Brian De Palma não queria dizer nada. O tempo passa. Qualquer dia desses, a ficha caiu. “Brian De Palma que dirigiu M:I...”. Achei isso curioso extraordinário, e bateu uma vontade cada vez maior de conferir o filme, que eu achava apenas mediano. Com o dvd em mãos, chega a hora de re-descobrir e ver e constatar que se trata de mais um divertido exemplar de De Palma, que funciona bem mesmo sendo um projeto encomendado.

A trama complicada, sem necessidade, e reflexo do confuso processo de roteirização do filme, como é mostrado nos extras do dvd, sempre foi apontado como um dos motivos da recepção morna que o filme obteve da crítica. Mas, mesmo trabalhando como pau mandado da produtora de Cruise, De Palma faz mais uma grande obra, com momentos deliciosos de criatividade visual, além um clima de espionagem nostálgico, ambientado numa Europa clássica.

Bom acerto é o elenco, que conta com o charme da francesa Emmanuelle Béart , em seu único filme americano até hoje, além de coadjuvantes de luxo confiáveis como Ving Rhames, Jon Voight , Kristin Scott Thomas e Vanessa Redgrave, em ótima participação, que elevam o tom da coisa toda, disfarçando um pouco a identidade de filme banal de verão.

Os cenários europeus conferem charme extra ao filme, e Cruise realmente escolheu o diretor certo pra dar ar meio Hitchcockiano ao filme, que sofre com o roteiro inane, mas oferece ao espectador pelo menos três seqüências sensacionais: a da explosão do aquário num restaurante, a da invasão da CIA, com Cruise pendurado numa sala que parece ter saído de 2001- Uma Odisséia no espaço, e que já foi imitada/parodiada em outros filmes como Shrek 2 e As Panteras; e o clímax no topo de um trem em alta velocidade. Esta última seuqencia tem efeitos especiais que não convencem muito, mas é tão bem orquestrada e editada que fecha a ação do filme com chave de ouro.

Apesar do roteiro que deixa a desejar, boas surpresas como as mortes inesperadas no começo do filme dão um ar de novidade e surpresa, indo além de uma mera reprodução do estilo do seriado original. Um filme que tem as marcas do seu grande diretor, e por isso deve envelhecer bem, ao contrário da maioria dos exemplares de ação dos anos 90.

Mission: Impossible / Brian De Palma / 1996 (2:35:1)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Filmes de Novembro de 2007


1. O Show de Truman (The Truman Show, 1998, Peter Weir) ***1/2

2. Reine Sobre Mim (Reign Over Me, 2007, Mike Binder) *1/2

3. Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon, 1975, Sidney Lumet) ***1/2

4. Mulan (1998, Barry Cook & Tony Bancroft) **1/2

5. Encurralado (Duel, 1971, Steven Spielberg) ***

6. Férias de Amor (Picnic, 1955, Joshua Logan) ****1/2

7. Peter Pan (1953, Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske) ***

8. Lua de Papel (Paper Moon, 1973, Peter Bogdanovich) ****1/2

9. A Dança dos Vampiros (The Fearless Vampire Killers, 1968, Roman Polanski) **1/2

10. Superbad – É Hoje! (Superbad, 2007, Greg Motola) ***1/2

11. O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1990, Jonathan Demme) ****

12. Invasão de Domicílio (Breaking and Entering, 2006, Anthony Minguella) **

13. A Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness, 2006, Gabriele Mucino) **1/2

14. A Mosca (The Fly, 1986, David Cronenberg) ***

15. Tropa de Elite (2007, José Padilha) ***1/2

16. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994, Quentin Tarantino) ****

17. A Lista de Schindler (Schindler´s List, 1993, Steven Spielberg) ***

18. Sinais (Signs, 2002, M. Night Shyamalan) ***1/2

19. A Malvada (All About Eve, 1950, Joseph l. Mackievickz) *****

20. O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland, 2006, Kevin MacDonald) ***

21. Entre o Céu e o Inferno (Black Snake Moan, 2007, Crag Brewer) **

22. Repulsa ao Sexo (Repulsion, 1965, Roman Polanski) ***

23. Eu Os Declaro Marido e...Larry (I Now Prononuce You Chuck and Larry, 2007, Dennis Dugan) **1/2

24. Gremilins (1984, Joe Dante) ***

25. Um Cara Quase Perfeito (Man About Town, 2006, Mike Binder) **1/2

26. Dia dos Mortos (Day of the Dead, 1985, George A. Romero) **1/2

27. A Lenda (Legend, 1985, Ridley Scott) ***

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Nunca É Tarde Para Amar ( *** )


Michelle salva o dia.

É fácil meter a bomba nesse filme, mas dizer que ele é completamente descartável seria muita rabugentice. Então sejamos práticos: Nunca é tarde para amar é uma sessão da tarde sem grandes ambições, e pode ser considerado até um Patricinhas de Bervely Hills - ótima comédia por sinal, da mesma diretora- para mulheres de 40 anos, mas com um detalhe: chegou ao cinema com dez anos de atraso. Até a trilha sonora remete a filmes que a gente vê de vez em quando à tarde na Globo, pelo menos foi a essa a impressão que eu tive.

Tracey Ullman está irritante como a Mãe Natureza (?) no filme, que solta um outro comentário besta, e as aparições dele jogam o filme para baixo. Há comentários sobre a obsessão pela beleza e a juventude (os créditos mostram tratamentos estéticos bem dolorosos), além da superficialidade de Hollywood, mas a imaturidade do filme depõe contra esses discursos. Então, o que há de bom? Michelle Pfeiffer, claro!

Foi o primeiro filme da atriz que eu vi na telona, e foi o que mais me motivou a encarar a sessão. Michelle já está com 50 anos, e aqui faz uma personagem de 40, de forma convincente. Dona de uma beleza luminosa e nada vulgar, a atriz é um pedaço do que resta de bom no quesito astros de Hollywood. Vê-la atuando lembra uma época mais saudável, onde tais astros sabiam atuar e tinham carisma. Não podemos dizer o mesmo hoje sobre Colin Farrel, Lindsay Lohan e afins...

Também é bom ver um dos primeiros papéis da promissora Saoirse Ronan, que faz a filha pré-adolescente da protagonista. Dona de uma beleza diferente e bem carismática, Saoirse – que vai aparecer em breve nos novos filmes de Joe Wright e Peter Jackson- forma uma dupla imbatível com Michelle, e salva o filme do marasmo.

Há também diversas piadas ácidas contra executivos de Hollywood, Britney Spears e George Bush, através das letras de canções pops parodiadas pela personagem de Ronan, Izzie, mas são elementos um tanto deslocados dentro do filme. Talvez Amy Heckerling quisesse dar um recheio mais substancial ao seu roteiro, embora o resultado seja tímido.

É aquilo: filme perfeito para um sábado chuvoso ou um domingo tedioso.
I Could Never Be Your Woman / Amy Heckerling / 2007 / (1:85:1)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Filmes de Outubro de 2007

1. O Bom Pastor (The Good Shepherd, 2006, Robert De Niro) *1/2

2. Pecados Íntimos (Little Children, 2006, Todd Field) **

3. Um Bom Ano (A Good Year, 2006, Ridley Scott) *

4. Contatos Imediatos de Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind, 1977, Steven Spielberg) *****

5. Zodíaco (Zodiac, 2007, David Fincher) ****

6. Vôo United 93 (United 93, 2006, Paul Greengrass) ***

7. Letra e Música (Music and Lyrics, 2007, Marc Lawrence) **1/2

8. A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1965, Robert Wise) ****1/2

9. A Praia (The Beach, 2000, Danny Boyle) **1/2

10. Johnny & June (Walk the Line, 2005, James Mangold) **1/2

11. Popeye (1980, Robert Altman) ***

12. Uma Canção de Amor Para Bobby Long (A Love Song for Bobby Long, 2004, Shainee Gabel) **

13. A Casa Monstro (Monster House, 2006, Gil Kenan) **1/2

14. Deja Vu (Deja Vu, 2006, Tony Scott) **1/2

15. Um Crime de Mestre (Fracture, 2007, Gregory Hoblit) **

16. Nunca é Tarde para Amar (I Could Never Be Your Woman, 2007, Amy Heckerling) **1/2

17. Aos Treze (Thirtheen, 2003, Catherine Hardwicke) ***1/2

18. O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias (2006, Cao Hamburger) **1/2

19. A Rainha (The Queen, 2006, Stephen Frears) **1/2

20. As Três Máscaras do Terror (I Tre Volti Della Paura, 1963 , Mario Bava) ***

21. Eleição (Election, 1999, Alexander Payne) ****1/2

22. Conta Comigo (Stand by Me, 1986, Rob Reiner) ***1/2

23. Número 23 (The Number 23, 2007, Joel Schumacher) *1/2

24. A Agenta Secreta do Meu Namorado (Little Black Book, 2004, Nick Hurran) ***

25. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977, Woody Allen) *****

26. De - Lovely – Vida e Amores de Cole Porter (De-Lovely, 2004, Irwin Winkler) *1/2

*Popeye foi visto na tv, Nunca é tarde para amar no cinema, o resto em dvd.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

domingo, 14 de outubro de 2007

Zodíaco ( **** )


Menos é (muito) mais

Sempre é muito bom acabar de ver um filme e logo constatar que o seu diretor evoluiu. Acontece isso com Zodíaco, sexto e até agora melhor obra de David Fincher, cineasta que tem muitos fãs dedicados a espalhar o qual geniais filmes como Clube da Luta e Se7EN são (não concordo) e dono de um currículo curioso, mas talvez superestimado.

Voltando a abordar uma caçada a um serial killer, mas de um jeito totalmente oposto ao mostrado em Se7en, Fincher constrói aqui o filme mais pé-no-chão e contido de sua curta, mas eficiente, carreira. Baseado numa história real, Zodíaco presta mais atenção aos seus personagens e a atmosfera social da época do que a joguinhos e finais chocantes, e seu diretor também deixa de lado os ataques videoclípicos e os efeitos de câmera tão impressionantes quanto distrativos, presentes no filme com o Brad Pitt e o Morgan Freeman, e também em O Quarto do Pânico e Clube da Luta.

Vai ver é a maturidade. Mas não se enganem: a quantidade de efeitos especiais presentes aqui é absurda e quase imperceptível: do sangue jorrando do pescoço de uma vítima que recebeu um tiro, aos cenários em si – como uma rua-, as trucagens estão aqui a serviço da história, coisa que está se tornando mais rara nos últimos lançamentos vindos lá de cima.

O orçamento generoso permite uma reconstituição de época que funciona perfeitamente, cheia de pequenos detalhes e atores muito bem caracterizados,e o elenco é um achado. Jake Gyllenhaal faz cara de curioso e assustado como ninguém, e é o personagem com quem o público se identifica mais, afinal também ficamos um pouco obcecado pela figura do assassino,mas há também muita curiosidade sobre Robert Downey Jr., ator muito capaz e que defende bem um jornalista talentoso, mas cada vez mais refém do álcool- troque isso pelas drogas, e Downey Jr. sabe bem o que fazer. Mas, se for pra escolher uma só atuação, fico com a do Mark Rufallo, que expõe bem a frustração do seu personagem, um detetive da polícia de São Francisco que dedica anos de sua carreira perseguindo o maníaco do título.

Em linhas gerais,posso afirmar que o filme é curioso e fascinante por três motivos: é feito com tecnologia de ponta, mas com visual bem saudável e que não deixa transparecer os zilhões de 0s e 1s que existem por trás de cada imagem –sim,estou elogiando a fotografia digital e os discretos efeitos especiais. Um outro ponto é que, sinto muito para todo mundo, o mistério do "Zodiac killer" permanece (quase) em aberto até hoje, e a frustração e a curiosidade dos personagens se estendem a nós espectadores, que nos tornamos investigadores desse caso nada agradável, onde todo mundo na rua era uma vítima em potencial de um assassino sem rosto- portanto, um bicho-papão urbano,de meter medo em qualquer marmanjo. E, por último, acho curioso como o filme, que poderia ser mórbido e macabro –e o é por breves momentos- consegue ser tão excitante e prazeroso de se ver. Resumindo: Fincher deixou a mão pesada em casa, e direcionou sua pretensão para outros canais, e nós agradecemos.

Zodíaco lembra muito, não apenas pelo lugar no tempo, os filmes americanos da dourada fase setentista, com um roteiro consistente e sem enrolação, econômico e direto, beirando a secura. Muito bom ver um filme de estúdio como esse, inteligente e que faz o espectador acompanhar a narrativa com interesse genuíno. Todo filme, pelo menos os de Hollywood, deveriam ser assim, mas os níveis de qualidade e satisfação vêm baixando drasticamente. Triste constatar isso, e assustador também, afinal filmes como esse aqui – digamos, para um público adulto e exigente- estão cada vez mais raros, e as porcarias de sempre, com roteiros abaixo da crítica – vide os exemplos óbvios que são as duas continuações de Piratas do Caribe- infelizmente andam fazendo, mais do que seria o recomendado,um sucesso estrondoso, levando o público às salas como zumbis, sem questionamento algum.

Então Zodíaco se torna duplamente nostálgico:sentimos saudade não só da época em que os contatos eram mais humanos e um mistério, uma lenda urbana, tinha que ser resolvida sem a ajuda do google e afins, pro bem e pro mal, e também da época em que o que importava para que um filme fizesse sucesso não eram coisas como o marketing e os truques de computador, mas a paixão e dedicação destinada à história, para o envolvimento de nós, pobres espectadores cada vez mais carentes de novos filmes bons.


Zodiac
/ David Fincher/ 2007/ (2:35:1)

24 filmes difíceis de se conferir duas vezes


Lista originalmente publicada pelo site A.V. Club, endereço no final do post. Muitos inéditos no Brasil, e com o hiper-cult (e superestimado) filme de Darren Aronofsky no topo:

1. Réquiem Para um Sonho (Requiem for a Dream, 2000, Darren Aronofsky)

2. Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, 2000, Lars Von Trier)

3. A Paixão de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d'Arc, 1928, Carl Theodor Dreyer)

4. O Sétimo Continente (Der Siebente Kontinent, 1989, Michael Haneke)

5. Luz de Inverno (Nattvardsgästerna,1962, Ingmar Bergman)

6. Vício Frenético (Bad Lieutenant, 1992, Abel Ferrara)

7. Sob o Domínio do Medo (Straw Dogs,1971,Sam Peckinpah)

8. Ôdishon (Audition, 1999, Takashi Miike)

9. Sick: The Life and Death of Bob Flanagan, Supermasochist (1997, Bob Flanagan)

10. Vá e Veja (Idi i Smotri, Elem Klimov 1985)

11. In Einem Jahr Mit 13 Monden (In a Year of 13 Moons,1978, Rainer Werner Fassbinder)

12. Á Salvo (Safe, 1995, Todd Haynes)

13. Irreversível (Irreversible, 2002, Gaspar Noé)

14. Meninos Não Choram (Boys Don't Cry, 1999, Kimberly Peirce)

15. Hotaru no Haka (Grave of the Fireflies, 1988, Isao Takahata)

16. When the Wind Blows (1986, Jimmy T. Murakami)

17. Despedida em Las Vegas (Leaving Las Vegas, 1995, Mike Figgis)

18. Jonestown: The Life and Death of Peoples Temple (2006 Jim Jones)

19. S-21: The Khmer Rouge Killing Machine (2003, Rithy Panh)

20. Aniversário Macabro (The Last House On The Left, 1972, Wes Craven)

21. Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004, Clint Eastwood)

22. Vôo United 93 (United 93, 2006, Paul Greengrass)

23. Para Sempre Lylia (Lilya 4-Ever ,2002, Lukas Moodysson)

24. Violento e Profano (Nil By Mouth,1997, Gary Oldman)

http://www.avclub.com/content/feature/not_again_24_great_films_too


OBS: Confesso que não tenho estômago pra todo tipo de filme, mas também não sejamos tão sensíveis: a presença na lista de Meninos Não Choram ,Menina de Ouro e até mesmo de Requiem para um Sonho, por exemplo,é um grande exagero.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Filmes de Setembro de 2007


1. Veludo Azul (Blue Velvet, 1986, David Lynch) ****

2. Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (Sky Captain and the World of Tomorrow, 2006, Kerry Conran) ****

3. O Tigre e o Dragão (Wo Hu Cang Long, 2000, Ang Lee) ****1/2

4. Halloween H2O: Vinte Anos Depois (Halloween H20: Twenty Years Later, 1998, Steve Miner) ***

5. Pânico (Scream, 1996, Wes Craven) ***1/2

6. Caché (2005, Michael Haneke) ****

7. Conduzindo Miss Daisy (Driving Miss Daisy, 1989, Bruce Beresford) ***1/2

8. Império do Sol (Emperor of the Sun, 1987, Steven Spielberg) ***

9. Os Outros (The Others, 2001, Alejandro Amenábar) ***1/2

10. O Grande Truque (The Prestige, 2006, Christopher Nolan) **

11. As Panteras (Charlie’s Angels, 2000, McG) ***1/2

12. Coração de Dragão (Dragonheart, 1996, Rob Cohen) **1/2

13. Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, 1993, Steven Spielberg) ***1/2

14. X-Men: O Conflito Final (X-Men: The Last Stand, 2006, Brett Ratner) **1/2

15. Ricky Bobby: A Toda Velocidade (Talladega Nights: The Ballada of Ricky Bobby, 2006, Adam McKay) ***

16. Sideways (Sideways, 2004, Alexander Payne) ***1/2

17. A Casa de Cera (House of Wax, 2005, Jaume Colet-Serra) **1/2

18. O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939, Victor Fleming) ***1/2

19. Shrek Terceiro (Shrek the Third, 2007) **

20. Justiça (2004, Maria Augusta Ramos) ****

21. Jerry Maguire – A Grande Virada (Jerry Maguire, 1996, Cameron Crowe) ***

22. Temos Vagas (Vacancy, 2007) **1/2

23. Possuídos (Bug, 2006, William Friedkin) ***1/2

24. Más Companhias (The Chumscrubber, 2006, Arie Posin) ***

25. Dreamgirls – Em Busca de um Sonho (Dreamgirls, 2006, Bill Condon) **1/2

26. Sunshine – Alerta Solar (Sunshine, 2006, Danny Boyle) ***

27. Diamante de Sangue (Blood Diamond, 2006, Edward Zwick) *

28. A Prova (Proof, 2005, John Madden) ***1/2

29. O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, 2007, Paul Greengrass) ****

30. A Enfermeira Betty (Nurse Betty, 2000, Neil Labute) ***

31. Halloween – A Noite do Terror (Halloween, 1978, John Carpenter) ****

32. O Amor Não Tira Férias (The Holyday, 2006, Nancy Meyers) ***

33. Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (I Know What You Did Last Summer, 1997, Jim Gillespie) **1/2

34. Garota da Vitrine (Shopgirl, 2005, Anand Tucker) ***

35. As Torres Gêmeas (World Trade Center, 2006, Oliver Stone) **1/2

36. Paranóia (Disturbia, 2007, D. J. Caruso) **

37. Hellboy – Versão do Diretor (Hellboy, 2004, Guillermo Del Toro) ***1/2

38. Rastros de Ódio (The Searchers, 1956, John Ford) ****1/2

39. Be Cool – O Outro Nome do Jogo (Be Cool, 2005, F.Gary Gray) **

40. Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977, George Lucas) ***1/2


*filmes vistos em dvd

filmes vistos no cinema

filmes vistos no computador

filmes vistos na tv

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Possuídos ( ***1/2 )


Árido Movie.

* preservei no texto o título original, Bug (Inseto), por que a tradução, além de safada, é repetitiva (já existe um filme com Denzel Washington que usa a mesma tradução)

*Texto dedicado a Stephanie Riccio,e a um certo blogueiro secreto...


Vi Bug numa sexta feira. Sessão das 5 da tarde. Muito provavelmente a maioria das pessoas que estavam naquela sala estavam esperando uma variável de Premonição, ou de O Chamado, e receberam na cara um belo exemplar de cinema, duro e sem concessões. Bem feito, e idiota quem reclamou no final, gritando que queria o dinheiro de volta. Quem foi que inventou que filmes têm que carregar o público no colo?

Realmente, a primeira vista isso aqui engana. A partir de determinados momentos do filme esperamos que alguma aberração entre pela porta daquele motel vagabundo e que o filme ganhe ares de filme B dos anos 50; que o fantástico entre ali e proporcione uma história apavorante. Mas em vez de monstros espalhafatosos, o que ganhamos é um conto sobre paranóia, desespero e solidão,que abarca mil metáforas, escolha a sua e seja feliz.

Bug é árido, duro de engolir. Do cenário propriamente dito, ao rosto endurecido de seu elenco. Do clima seco a sensação de que algo está errado, que era melhor não sair de casa. Mas aprendemos que a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa é ficar refém da própria mente, não há mal físico que se compare a isso. Uma dor pode ser aliviada por uma aspirina, mas não há nada que se compare a constatar que você não tem mais freios e não sabe onde está pisando.

William Friedkin dá a tão esperada e merecida volta por cima com este aqui. Diretor do maravilhoso O Exorcista, raro filme setentista popular entre as novas gerações – por motivos óbvios-, o diretor deixa de lado a a babaquice pretensiosa e inchada de seus últimos filmes e se concentra num filme seco e sem concessões pra uma platéia cada vê mais submissa e com medo de pensar. Ashley Judd é outra que ganha respeito e admiração por se entregar a um papel tão difícil e anti-glamour, anti-Hollywood. Respeito não vem fácil, aqui ela conseguiu. E que elenco sensacional.

Bom, se você foi um dos que ficou revoltado por ter entrado na sala de cinema pra ver isso, vá reclamar com a distribuidora, que vendeu um filme como mais um exemplar de terror banal. Neste mundo de rótulos e categorias em que vivemos, Bug estaria bem melhor numa sala de arte, sendo visto por quem merece ou por quem realmente queira passear nesse trem do terror. Por outro lado, é bom ser malvado e forçar a certos debilóides a ver essa massa bruta de horror, que existe lá fora, mas que escondemos embaixo do tapete. Sensacional.
Bug / William Friedkin / 2006 / (1:85:1)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

domingo, 2 de setembro de 2007

Filmes de Agosto de 2007

A Máscara do Terror (Bruiser, 2000, George Romero) **

Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice, 2005, Joe Wright) ****1/2

O Otário (Loser, 2000, Amy Heckerling) **1/2

Treze Homens e um Outro Segredo (Ocean´s Thirteen, 2007, Steven Sodebergh) ***

Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London, 1981, John Landis) **1/2

Almas Gêmeas (Heavenly Creatures, 1994, Peter Jackson) ***

O Grande Mentiroso (Big Fat Liar, 2002, Shawn Levin) **

O Pai da Noiva – Parte II (Father of the Bride – Part II, 1995, Charles Shyer) **

Duro de Matar 4.0 (Live Free or Die Hard, 2007, Len Wiseman) **1/2

Contato (Contact, 1997, Robert Zemeckis) ***1/2

Garganta do Diabo (Cold Creek Manor, 2003, Mike Figgis) **

Quero Ficar com Polly (Along Came Polly, 2003, John Hamburg) **1/2

A Grande Ilusão (All the King’s Men, 2006, Steve Zaillian) **1/2

Volver (2006, Pedro Almodóvar) ****

Os Infiltrados (The Departed, 2006, Martin Scorsese) ***

Os Simpsons – O Filme (The Simpsons Movie, 2007, David Silverman) ***1/2

Traffic (2000, Steven Sodebergh) ***

Janela Indiscreta (Rear Window, 1954, Alfred Hitchcock) ****

As Confissões de Schimdt (About Schimdt, 2002, Alexander Payne) ***1/2

As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides, 1999, Sofia Coppola) ****

Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958, Alfred Hitchcock) *****

Chicago (2002, Rob Marshal) ***

Cine Majestic (The Majestic, 2001, Frank Darabont) **

Antes Que Termine o Dia (If Only, 2004, Gil Junger) *1/2

O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno, 2006, Guillermo Del Toro) ****

A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers, 2006, Clint Eastwood) **

Doze Homens e um Novo Segredo (Ocean´s Twelve, 2004, Steven Sodebergh) ***

Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter and the Goblet of Fire, 2005, Mike Newell) ***1/2

O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow, 2004, Roland Emmerich) ***

Sem Reservas (No Reservations, 2007, Scott Hicks) **1/2

Master of Horror: The Damned Thing (2006, Tobe Hooper) *1/2

Férias de Amor (Picnic, 1955, Joshua Logan) ***1/2

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Duro de Matar 4.0 ( ** )


No braço

Mais um pedaço de nostalgia anos 80 chega aos cinemas. Depois de Rocky, é a vez da já clássica série Duro de Matar voltar e se apresentar para novas gerações, cheia de updates e gracinhas pra não fazer feio frente a um público cada vez mais confuso e que não anda vendo muita coisa boa nas telas- embora o fator nostalgia bata forte aqui, atraindo gente mais velha e que tem a coragem de enfrentar um multiplex hoje em dia. Transformers (não fui ver, por que pagar pra ver isso dublado já é demais) ainda está em cartaz, e em breve teremos Rambo IV e Comandos em Ação. Quem dera se tudo isso fosse piada.

O que dizer disso aqui? É divertido, mas não é grande coisa. Quando aposta no clima de caos e fim-de-mundo, coisas que eu adoro, a diversão fica maior, mas Bruce Willis está preguiçoso e careca demais, realmente John MacClane não é o mesmo. E ainda inventam uma filha mala pro cara, todas careta e durona, personagem chata e sem um pingo de sutileza. Pelo menos a atriz, Mary Elizabeth Winstead, é boa. Saudade da Bonnie Bedelia.

Os outros filmes da série deviam ter um ou outro exagero, sempre presente no gênero, mas este aqui apela. Willis contra um caça F-35 foi a coisa mais cara de pau que eu vi esse ano num filme, mas reclamar não adianta, então fico quieto.

O que há de legal então? O efeitos especiais são bem convincentes, sem aquele ar fake de CGI que já estamos acostumados, dá pra se sentir realmente vendo um VHS em CinemaScope, com aquele quebra pau realista tão anos 80/90.

Não sei distinguir bem os dois primeiros Duro de Matar (e nunca vi o terceiro inteiro), mas lembro que são diversão certa, sessão da tarde das boas. Esse aqui quase chega lá, e tem seus momentos, mas realmente não salva o dia.

Bem impagável a luta entre Bruce Willis e a Maggie Q. Só nessa parte que vislumbramos um pouco do velho McClane cansado de guerra, gente como a gente e bem sarcástico. Fica a impressão de que no resto do filme trocaram o roteiro pelo o de Superman – O Retorno, a julgar pelo o que o personagem faz. Por outro lado, a lógica absurda do filme nos brinda com a tão bemdivulgada cena da queda do helicóptero...

Bah, desisto, não adianta negar, curti todo o exagero. Quando vai estrear o filme novo do He-Man? Faz um tempão que a Globo não reprisa Mestres do Universo
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Live Free or Die Hard / Len Wiseman / 2007 (2:35:1)

Filmes de Julho de 2007


Colateral (Collateral, 2004, Michael Mann) ****

Terra Estrangeira (1996,Walter Sales & Daniela Thomas) ***

Grindhouse (2007, Robert Rodriguez & Quentin Tarantino) ***1/2

Pulse (2006, Jim Sonzero) *

Uma Noite no Museu (A Night at the Museum, 2006, Shawn Levy) **1/2

Arquivo X – O Filme (The X - Files, 1998, Rob Bowman) ***

Fica Comigo Esta Noite (2006, João Falcão) *1/2

O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, 2004, Joel Schumacher) *1/2

Ben-Hur (1956, William Wyler) ***1/2

Ratatouille (2007, Brad Bird) *****

Mulher-Gato (Catwoman, 2004, Pitof) *

Matrix (The Matrix, 1999, Andy Wachowski & Larry Wachowski) ***

Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2007, David Yates) ***

Touro Indomável (Raging Bull, 1980. Martin Scorsese) ***

Janela da Alma (2001, João Jardim & Walter Carvalho) ***1/2

Matrix Reloaded (The Matrix Reloaded, 2003, Andy Wachowski & Larry Wachowski) **

Nascido para Matar (Full Metal Jacket, 1987, Stanley Kubrick) ****

Do Inferno (From Hell, 2001, Albert Hughes & Allen Hughes) ***

O Bravo (The Brave, 1997, Johnny Depp) **

Simone (S1m0ne, 2002, Andrew Niccol) ***

Entrando numa Fria (Meet the Parents, 2000, Jay Roach) ***

Bob Esponja – O Filme (The SpongeBob Squarepants Movie, 2004, Stephen Hillenburg) ***

domingo, 29 de julho de 2007

El Pasado

Filme novo do Hector Babenco, com o Gael Garcia Bernal no elenco. Promete, e esperamos algo mais decente do que a bomba do Carandiru.

The Brave One


Não sei qual é a história, é algo sobre racismo, parece. E é do Neil Jordan, cineasta que admiro. Mas o que importa mesmo é que tem a cada vez mais rara presença de Jodie Foster no elenco, e isso já é um grande motivo pra ir ao cinema.

Black Book

O último filme do polêmico Paul Verhoeven já foi lançado na Europa em 2006, e deve demorar um pouco para chegar por aqui. Eu já estou louco pra ver mais um filme sem medo de ser ousado, envolvendo a guerra, nazismo e mulheres fatais usando do sexo para conseguirem o que querem.

Year of the Dog


Novo filme do roteirista Mike White, que entre outros escreveu Escola de Rock, Por Um Sentido na Vida e Correndo Atrás do Diploma. Currículo aprovado, tô afim de ver esse. E tem a Molly Shannon finalmente protagonizando um filme decente.

sábado, 28 de julho de 2007

Charlie Wilson´s War

Os dramas políticos voltaram com tudo em Hollywood desde 2005, e filmes do Mike Nichols sempre são bem-vindos. Ainda mais se no elenco tiver Tom Hanks, Julia Roberts, Philip Seymour Hoffman, Emily Blunt e Amy Adams. Tá pouco ou quer mais?

Becoming Jane

Jane Austen Begins. A autora inglesa, extremamente popular lá fora, finalmente ganha uma cinebiografia, sendo interpretada pela americana Anne Hathaway, bonita demais para o papel e fazendo sotaque inglês - certamente vai ser indicada ao Oscar por esse aqui. Mais uma vez James McAvoy dá as caras como par romântico.

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

Tim Burton finalmente vai ter um filme devidamente reconhecido pelo Oscar? Este projeto, enésima adaptação de uma história bastante conhecida na Europa, mas agora em forma de musical(via Broadway), traz Johnny Depp como um barbeiro psicótico e em busca de vingança. No elenco, a mulher de Burton, Helena Bonham Carter, Alan Rickman e Mr. Borat, Sascha Baron Cohen.

The Nanny Diaries

Vamos seguir Scarlett Johansson como uma babá que toda criança esperta gostaria de ter, e talvez esse filme tenha algo de Mary Poppins, algo de O Diabo Veste Prada. Scarrlett deve levar mais uma indicação ao Globo de Ouro. E este aqui tem um dos elencos mais interessantes de 2007: além de nossa protagonista, dão as caras Chris Evans, a cantora Alicia Keys e os geralmente confiáveis Paul Giamatti e Laura Linney. Filme família e careta? Não sei, mas a direção é do mesmo casal que fez o muy interessante Anti-Herói Americano, em 2003, um dos hits independentes daquele ano.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Lust, Caution


O excelente Ang Lee prepara espaço na estante para mais prêmios por essa volta as origens, abordando pela primeira vez a Segunda Guerra Mundial, numa história tensa de espionagem e sedução. O Oscar de filme estrangeiro do ano que vem já é barbada?

Funny Games

Cineasta dodói refilma o próprio filme. Fãs perdem as unhas. Polêmica no ar. NC- 17? Atriz excelente em mais um projeto desafiador. Se tem a Naomi Watts, pode ser do Michael Bay que eu iria ver de qualquer jeito.

Halloween

Michael Myers me dá medo. De verdade, já tive alguns pesadelos com essa figura. E não foi legal. Então que venha logo esse que promete ser o filme mais apavorante de 2007. E espero que tenham mudado o roteiro do original, afinal não tem graça saber quem vai morrer e quem vai ficar pra continuação. E que o Rob Zombie não tenha a cara de pau de refazer a cena de armário, que é a melhor cena de slasher movies de todos os tempos.
E torço para que o John Carpenter esteja recenbendo muita grana por essas refilmagens de seus filmes. Basicamente metade da filmografia do cara foi ou está sendo refeita...

Atonement

Joe Wright fez, na minha modéstia opinião, o melhor filme do rico ano cinéfilo de 2005: Orgulho e Preconceito. Pegou o livro (muito bom) de Jane Austen e deu uma roupagem deslumbrante, transformando um filme que tinha tudo para ser bom, mas banal, numa das produções mais inventivas e visualmente fascinante dos últimos anos. Em outra adaptação literária, ele convoca novamente Keira Knightley e o emergente James McAvoy em um drama envolvendo mentiras, guerra e vidas destruídas. É, acho que é isso, pois não li muito sobre, por opção, e espero muito desse aqui.

Revolutionary Road


Sam Mendes estreiou em grande estilo com Beleza Americana, que de filme sensação entrou pra categoria de filme mala, por motivos obscuros. Fez o insípido Estrada Para Perdição, e o inofensivo, quase banal, Soldado Anônimo. Agora joga as suas fichas no casa de ouro Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, sua esposa na vida real.

The Dark Knight


Depois do ótimo Batman Begins, só temos que esperar coisas boas de The Dark Knight. Heath Ledger parecia uma escolha idiota pro papel do Coringa no início, mas Hollywood sempre sabe surpreender nessase casos. Maggie Gyllenhaal também é uma excelente adição para o elenco, substituindo a Katie Holmes no mesmo papel - nada contra a mulher do Tom Cruise, mas Maggie é muito mais atriz. E que Katie fique em casa cuidando da filha e destruindo a sua carreira.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

terça-feira, 24 de julho de 2007

Harry Potter e a Ordem da Fênix ( *** )


Dias escuros para Harry Potter
Mais um filme da franquia Harry Potter, e eu fui lá bater ponto como o habitual. Não sei se sou eu ou esses filmes são cada vez mais mais-do-mesmo, com uma diferença aqui, outra acolá. Nada contra saga do bruxo mais popular do entretenimento, mas a magia que se vê na tela, a cumplicidade entre os amigos, as lições, os blá blá blá...não me tocam muito. Vai ver é a idade. Ou o cinismo.

Li todos os livros da série lançados no Brasil até agora, mas não estou morrendo pra ler logo o último, que vai ser lançado em português até o fim do ano. Diversão das boas os livros, fato, mas também venho achando-os burocráticos demais. Sendo assim , fico com os mais descompromissados, e por isso mais legais para mim, os dois primeiros. As adaptações cinematográficas desses dois (A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta) são umas drogas, cortesia de Chris Columbus. Se você só viu um desses dois, ou ambos, e não achou grande coisa, dê uma chance ao terceiro filme,O Prisioneiro de Azkaban, nesse a coisa melhora.

Acontece que dirigir esses filmes do Harry Potter não deve ser grande coisa. Sem querer desrespeitar os diretores que assinaram a saga até agora, Alfonso Cuarón, Mike Newell e David Yates (estreante em cinema), há uma cartilha aqui, um manual, e se você tem muito estilo, deixe-o em casa. Cuarón foi o que se deu melhor, fazendo o filme mais, err, autoral da série, embora isso não queira dizer muita coisa. E eu não cito o Chris Columbus por que ele é fraco mesmo, e deveria se juntar ao Joel Schumacher e o Michael Bay na aposentadoria precoce.

Pra minha sorte, não lembrava dos detalhes da trama desse A Ordem da Fênix, só de uma coisa ou outra, então ver o filme foi uma experiência divertida, afinal eu não sabia bem o que se passaria nas próximas cenas – ver O Código DaVinci foi uma tortura, qual o sentido de ver uma novela se você já leu no jornal o que vai acontecer?

Muita gente vem reclamando que muita coisa do livro foi adaptada ou eliminada, reclamação que começou a surgir a partir do terceiro filme, o do Cuarón. Amor de fã é foda, são reclamações fúteis, ou é preciso estampar no jornal que livro é livro e filme é filme?

Tais mudanças não me afetaram nem um pouco, já que eu não posso dizer exatamente o que foi mudado/adaptado. Só sei que a sessão passou rápido, e o filme fluiu bem, palmas para o roteirista – sai o veterano Steve Kloves, entra o Michael Goldenberg (Contato, Peter Pan). E para os que ainda não se conformam em não ver cada página transformada em película, vale lembrar que os dois primeiros filmes são tronchos daquele jeito por que o diretor Colombus (ou os produtores, ou a autora dos livros, não importa) não teve pulso para enxugar a obra, ou fazer o básico e o necessário, que é adaptar o livro de forma coerente com a linguagem do cinema.

Bem bom esse aqui, embora realmente senti falta do fator magia. A fotografia é escura e opressora, mais do que nos anteriores, e crianças pequenas que amaram os outros filmes talvez não se sintam muito felizes vendo esse aqui, mas não sei, as crianças de hoje estão cada vez menos sensíveis. Por outro lado, recomendo aos pequenos este tipo de pesadelo, superbom ver filmes mais pesados quando se é criança e lembrar das reações e impressões quando adulto. Enfim, viagem minha.

Filme adolescente, cheios de pirações e hormônios ferventes, Harry Potter e a Ordem da Fênix vai ser, mais do que o habitual, um hit nos shoppings e multiplexes da vida.
Não há muito o que falar do filme em si. Tudo ok e aceitável, conforme manda as regras do jogo. Boa diversão, mas lembra um bigmac: gostoso e óbvio, você já sabe o que esperar. E em excesso faz mal, vale lembrar aos fãs pentelhos

Harry Potter and the Order of the Phoenix / David Yates / 2007 (2:35:1)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Ratatouille ( ****1/2 )

Muito além do Mickey

Esta nova animação da Pixar foi para mim o filme certo na hora certa: espantando o tédio e a saudade da tela grande, sendo também uma grata surpresa. Já esperava diversão e algo mais aqui, como de praxe deste estúdio, só que nunca tive muita afinidade com desenhos animados, e são poucos os que eu realmente gosto e admiro – vai ver por que eu também vejo poucos filmes do gênero. Mas, assim como em seu trabalho anterior (Os Incríveis), o diretor Brad Bird transcende o campo da animação, criando mais um grande filme que satisfaz mais do que muitos filmes live-action que entram em cartaz toda a semana.

O que eu admiro neste aqui, além do visual sensacional, é o roteiro, que subverte clichês a cada nova cena. Sim, as lições de moral, os vilões, os desentendimentos, reviravoltas da trama, está tudo aqui como manda o manual, mas tudo é armado de forma tão inteligente, que acompanhei certas cenas com um sorriso dos mais bestas na cara. Muita coisa clichê que estamos acostumados a ver nos finais de certos filmes é dispensada em tempo hábil aqui, manobra acertada e que põe o filme em outro nível.

O protagonista do filme, o ratinho Remy é outro achado. Não estamos falando de um camundogo limpinho e engraçado, mas sim de um rato de esgoto. Se você tem problemas com isso, não precisa se preocupar, pois Bird tem o cuidado de mostrar este tão temido bicho de forma muy simpática, que até mesmo quando você assiste a família do nosso herói em peso na cozinha (argh...) você já vai estar acostumado com os nossos amigos do esgoto.

Poderia ser uma bobagem ou filme bem mais simples e funcional, como o bacana Por Água Abaixo (outro desenho estrelados por ratos), mas este vai além. Para explicitar ainda mais as qualidades desse filme, caio na facilidade de dizer que este desenho é forte candidato ao Oscar de melhor filme do ano que vem, e isto é mais um elogio a cada vez mais esquecida capacidade da Academia - que nunca foi grande coisa- em reconhecer o que é verdadeiramente bom do que ao filme em si.

Nosso herói azul é um cara bem bacana, mas não fica apenas nisso. Um filme que faz você sentir empatia, se identificar e torcer a favor por um rato de esgoto merece a minha admiração. Afetuoso, inteligente e extremamente divertido, Ratatouille é o melhor filme que eu vi até agora este ano, e dá vontade de sair recomendando ele para todo mundo. Experimente.

Ratatouille / Brad Bird / 2007 (2:35:1)

terça-feira, 17 de julho de 2007


Grindhouse ( ***1/2 )

O mofo que é um luxo


A curiosidade foi mais forte, e acabei vendo Grindhouse numa cópia baixada da internet, com uma qualidade de imagem nada recomendável. Por outro lado, foi a única chance de ver o projeto em sua forma original, ou seja, os dois filmes seguidos um do outro, e entrecortados por trailers falsos, um melhor do que o outro.

A primeira parte, Planet Terror, é irregular como tudo o que o Robert Rodriguez (A Balada do Pistoleiro, Sin City) fez até agora- e ficar colado com Quentin Tarantino nesse tipo de filme não deve fazer muito bem para a auto-estima do cara. Este aqui é o que há de mais fraco em Grindhouse, mas não é necessariamente um lixo. Diverte, é engraçado, mas Rodriguez se preocupa em parecer esperto demais, esquecendo dos sustos e da adrenalina. Resumindo, é uma comédia com toques gosmentos. Mas os créditos iniciais e o desfecho são perfeitos.

Já a parte de Tarantino (Pulp Fiction, Kill Bill) é sensacional. Death Proof tem o mesmo defeito do primeiro filmete, não assusta nem um pouco, mas têm as famosas referencias pop do seu diretor, é coerente com a obra do cara, e ainda traz várias referências a filmes anteriores. Hiper divertido, e muito bem filmado- uma cena de acidente de carro não vai sair da sua cabeça...

São dois média-metragens que, curiosamente, falham no objetivo principal: resgatar o espírito das sessões duplas vagabundas. A estampa está lá, os clichês, os personagens rasos também, mas são filmes auto-consciente demais, a um passo da paródia. Sem falar que apesar de que ver os dois filmes juntos é realmente uma experiência divertida, cada um deles carrega demais os genes do seu respectivo diretor, pondo a proposta de resgate em segunda mão.

Enfim, agora é esperar pela estréia de cada filme nos cinemas, independentes e com a metragem aumentada. A distância entre os dois deve fazer bem para ambos. E o que será que vai acontecer com os trailers falsos nas versões single?

Pena que foi um fracasso nas bilheterias. A longa duração não justifica o fato, afinal o filme passa voando, principalmente na segunda parte.

Grindhouse / Robert Rodriguez - Quentin Tarantino / 2007 (2:35:1)