Mostrando postagens com marcador verhoeven. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verhoeven. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Loiras e Morenas (Showgirls, Viúva Negra & Acusados)


Mais um filme, digamos assim, sexualmente agressivo de um dos meus cineastas favoritos, Showgirls não é nem de longe a bomba que pintam por aí, e merece todo o seu status de cult. Sejamos honestos, há realmente alguns momentos mal executados aqui (como a cena da vingança de Elizabeth Berkley noato final ; uma ideia legal, mas mal filmada), mas a sordidez, o ritmo vibrante e, por que não,a vulgaridade tornam o filme muito interessante.

O público alvo aqui, se é que posso escrever isso, parece o masculino, mas a película é claramente um conto amargo sobre a vulnerabilidade e também o poder das mulheres. Las Vegas, sexo sem amor, dinheiro, sordidez e ambição desenfreada entornam o caldo. Adorei o personagem da Gina Gershon, tosca, mas um ótimo contraponto para Berkley.
O filme continua inédito em dvd no Brasil (foi lançado nos cinemas e em video pela PlayArte). Um crime, pois merece ser redescoberto.

Falando ainda em loiras e morenas, o que é a Debra Winger caçando/sentido atração pela Theresa Russel em O Mistério da Viúva Negra? O filme do Bob Rafelson (quem diria) é um suspense qualquer nota, de potencial minado pelo roteiro bobinho, que já deve ter bombando muito nos Super Cines da vida. Mas temos o charme e a beleza dessas duas, infelizmente hoje sumidas - se bem que Winger é o único motivo para se assistir O Casamento de Rachel, de 2008. Enfim, não se fazem musas oitentistas como antigamente.

Para encerrar os antagonismos, Jodie Foster e Kelly McGillis (outra que faz falta) em Acusados, mostrando que uma mulher tem que fazer aquilo o que uma mulher tem que fazer. O drama de Jonathan Kaplan é prático e vai direto ao ponto, e o que fica de mais marcante é o esforço das duas atrizes, ótimas.


Showgirls (Showgirls, 1995) de Paul Verhoeven ***
O Mistério da Viúva Negra
(
Black Widow, 1987) de Bob Rafelson **
Acusados
(
The Accused, 1988) de Jonathan Kaplan ***

domingo, 29 de julho de 2007

Black Book

O último filme do polêmico Paul Verhoeven já foi lançado na Europa em 2006, e deve demorar um pouco para chegar por aqui. Eu já estou louco pra ver mais um filme sem medo de ser ousado, envolvendo a guerra, nazismo e mulheres fatais usando do sexo para conseguirem o que querem.

sábado, 10 de março de 2007

Instinto Selvagem ( **** )


Dá pra encarar Instinto Selvagem como um remake hardcore da obra-prima de Alfred Hitchcock, Vertigo ( Um Corpo Que Cai). Só que o filme do holandês Paul Verhoeven vai muito além do que o filme de Hitch foi, afinal os tempos são outros. As cenas de morte e sexo são feitas de formas interessantíssimas. A violência é gráfica, e o sexo quase explícito – e, como estamos falando da geralmente quadrada Hollywood, isso é muito bom.

Sharon Stone deve a sua carreira a este filme, e não importa as porcarias que ela vem fazendo há certo tempo, ela sempre será uma grande estrela e será associada ao glamour do cinemão – já virou um mito. Uma cruzada de pernas, sem calcinha, constrói e salva carreiras.

A história em si do filme não é nada do que já não tenha sido visto antes no SuperCine ou no CinePrivé, mas a direção elegante de Verhoeven dá um prazer todo especial de acompanhar a história. Aqui os homens são burros e manipulados por pensarem muito no que não deveriam pensar, e as mulheres são manipuladoras e sacanas, em diversos sentidos.

A abertura do filme é sensacional, quem esperava que aquilo fosse acontecer? A cena da boite, a cena do interrogatório...é uma coleção absurda de momentos muito bons que recheiam o filme e acabam reduzindo a mediocridade do mistério aqui apresentado. O desfecho ambíguo também é algo positivo.

Suponho que Hitch nunca aceitaria filmar este roteiro, com tudo tão explícito, com essa sensibilidade anos 90. O diretor inglês já brincou várias vezes misturando a sensualidade com a elegância,e também já filmou cenas com violência gore, mas creio que isso aqui seria demais para ele. Mas como espectador, teria achado tudo muito bom.

Um dos filmes símbolos dos anos 90, ótimo.