terça-feira, 24 de julho de 2007

Harry Potter e a Ordem da Fênix ( *** )


Dias escuros para Harry Potter
Mais um filme da franquia Harry Potter, e eu fui lá bater ponto como o habitual. Não sei se sou eu ou esses filmes são cada vez mais mais-do-mesmo, com uma diferença aqui, outra acolá. Nada contra saga do bruxo mais popular do entretenimento, mas a magia que se vê na tela, a cumplicidade entre os amigos, as lições, os blá blá blá...não me tocam muito. Vai ver é a idade. Ou o cinismo.

Li todos os livros da série lançados no Brasil até agora, mas não estou morrendo pra ler logo o último, que vai ser lançado em português até o fim do ano. Diversão das boas os livros, fato, mas também venho achando-os burocráticos demais. Sendo assim , fico com os mais descompromissados, e por isso mais legais para mim, os dois primeiros. As adaptações cinematográficas desses dois (A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta) são umas drogas, cortesia de Chris Columbus. Se você só viu um desses dois, ou ambos, e não achou grande coisa, dê uma chance ao terceiro filme,O Prisioneiro de Azkaban, nesse a coisa melhora.

Acontece que dirigir esses filmes do Harry Potter não deve ser grande coisa. Sem querer desrespeitar os diretores que assinaram a saga até agora, Alfonso Cuarón, Mike Newell e David Yates (estreante em cinema), há uma cartilha aqui, um manual, e se você tem muito estilo, deixe-o em casa. Cuarón foi o que se deu melhor, fazendo o filme mais, err, autoral da série, embora isso não queira dizer muita coisa. E eu não cito o Chris Columbus por que ele é fraco mesmo, e deveria se juntar ao Joel Schumacher e o Michael Bay na aposentadoria precoce.

Pra minha sorte, não lembrava dos detalhes da trama desse A Ordem da Fênix, só de uma coisa ou outra, então ver o filme foi uma experiência divertida, afinal eu não sabia bem o que se passaria nas próximas cenas – ver O Código DaVinci foi uma tortura, qual o sentido de ver uma novela se você já leu no jornal o que vai acontecer?

Muita gente vem reclamando que muita coisa do livro foi adaptada ou eliminada, reclamação que começou a surgir a partir do terceiro filme, o do Cuarón. Amor de fã é foda, são reclamações fúteis, ou é preciso estampar no jornal que livro é livro e filme é filme?

Tais mudanças não me afetaram nem um pouco, já que eu não posso dizer exatamente o que foi mudado/adaptado. Só sei que a sessão passou rápido, e o filme fluiu bem, palmas para o roteirista – sai o veterano Steve Kloves, entra o Michael Goldenberg (Contato, Peter Pan). E para os que ainda não se conformam em não ver cada página transformada em película, vale lembrar que os dois primeiros filmes são tronchos daquele jeito por que o diretor Colombus (ou os produtores, ou a autora dos livros, não importa) não teve pulso para enxugar a obra, ou fazer o básico e o necessário, que é adaptar o livro de forma coerente com a linguagem do cinema.

Bem bom esse aqui, embora realmente senti falta do fator magia. A fotografia é escura e opressora, mais do que nos anteriores, e crianças pequenas que amaram os outros filmes talvez não se sintam muito felizes vendo esse aqui, mas não sei, as crianças de hoje estão cada vez menos sensíveis. Por outro lado, recomendo aos pequenos este tipo de pesadelo, superbom ver filmes mais pesados quando se é criança e lembrar das reações e impressões quando adulto. Enfim, viagem minha.

Filme adolescente, cheios de pirações e hormônios ferventes, Harry Potter e a Ordem da Fênix vai ser, mais do que o habitual, um hit nos shoppings e multiplexes da vida.
Não há muito o que falar do filme em si. Tudo ok e aceitável, conforme manda as regras do jogo. Boa diversão, mas lembra um bigmac: gostoso e óbvio, você já sabe o que esperar. E em excesso faz mal, vale lembrar aos fãs pentelhos

Harry Potter and the Order of the Phoenix / David Yates / 2007 (2:35:1)

2 comentários:

Heron disse...

Os guris levaram seus livros? Quando vi o 4a filme, estavam todos equipados...

Jt. Daniel disse...

Hehehe,embora essa nova direção do Starplex seja uma lástima na escolha dos filmes,pelo menos a paz se instalou nas sessões.Essa foi tranquila,a de Ratatouille tb,e não tinha fãs retardados que contam o filme todo,nem os toscos que levam os seus livros.

Isso me lembra de 2002,quando tinha gente que levava aqueles exmplares parrudos de O Senhor dos Anéis pro colégio...será que eles liam na hora do intervalo?