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domingo, 24 de fevereiro de 2008

off: Palpites para o Oscar 2008

Faltando poucas horas pra festa do Oscar, com a histeria já devidamente instalada pelo mundo afora, posto meus humildes palpites, vamos ver se erro muito.

Legal que os Irmãos Coen, antes marginais da indústria, sejam agora os favoritos (embora tenha gente que acredita que Sangue Negro e Juno têm chances reais de levar), as coisas andam diferentes em Los Angeles. Não tenho em mente nenhum favorito (dos que concorrem, só assisti Desejo e Reparação, Juno, Ratatouille, O Ultimato Bourne, Piratas do Caribe: O Baú da Morte, Transformers, A Bússola de Ouro e Encantada), mas simpatizo pelos filmes do Coen, mesmo sem tê-lo visto, e também pelo P.T. Anderson, que é um cineasta do qual gosto. Coisa estranha torcer sem ver (daí mudar de opinião depois), mas é o jeito.

Dos que eu vi e concorrem a melhor filme, Desejo e Reparação, com algumas falhas, mas por fim um belo filme, seria uma escolha mais atraente do que o amado Juno, que eu achei apenas razoável – o hype em torno dele está sendo totalmente exagerado. O filme de Joe Wright (que deveria ter sido indicado no lugar do Jason Reitman) deve levar figurino e trilha sonora também.

Só torço contra mesmo o Julian Schnabel, que vai fazer história se levar, afinal o seu filme O Escafandro e a Borboleta não está concorrendo a melhor filme ou filme estrangeiro. E embora na categoria d emelhor atriz ocorra uma forte disputa entre a Julie Christie e a Marion Cottilard, não duvido se a Laura Linney leve a estatueta. Mas zebras nessa categoria não ocorrem há anos, e este tipo de obviedade que o torna o Oscar cada vez mais sem graça. Na categoria de melhor ator, embora muitos apostem o fígado no smepre excelente Daniel Day-Lewis, não duvido nada se der Johnny Depp, afinal depois que ele se tornou lucrativo, virou um queridinho da Academia. De resto estou indiferente à premiação, e espero que seja uma noite divertida.

Aqui vão os palpites:

FILME / DIREÇÃO / ROTEIRO ADAPTADO:

Pra quem eu torço: Onde os Fracos Não Têm Vez
Quem eu acho que leva: Onde os Fracos Não Têm Vez

ROTEIRO ORIGINAL:

Pra quem eu torço: Ratatouille
Quem deve levar: Juno

ATOR:

Pra quem eu torço: Johnny Depp (Sweeney Todd)
Quem deve levar: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)

ATRIZ:

Pra quem eu torço: Julie Christie (Longe Dela)
Quem deve levar: Marion Cottilard (Piaf – Um Hino ao Amor)

ATOR COADJUVANTE:

Pra quem eu torço: Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez)
Quem deve levar: Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez)

ATRIZ COADJUVANTE:

Pra quem eu torço: Tilda Swinton (Conduta de Risco )
Quem deve levar: Tilda Swinton (Conduta de Risco )

Filme estrangeiro e outros: indiferente/não faço idéia.

sábado, 28 de julho de 2007

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

Tim Burton finalmente vai ter um filme devidamente reconhecido pelo Oscar? Este projeto, enésima adaptação de uma história bastante conhecida na Europa, mas agora em forma de musical(via Broadway), traz Johnny Depp como um barbeiro psicótico e em busca de vingança. No elenco, a mulher de Burton, Helena Bonham Carter, Alan Rickman e Mr. Borat, Sascha Baron Cohen.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça ( *** )


Lá no fundo Tim Burton continua sendo aquela criança estranha e sedentária que passava todas as tardes vendo filmes classe B na televisão, fornecendo material fértil pra sua cabecinha levemente insana. E a sua maior qualidade é fazer filmes bacanas pra toda uma nova geração de crianças preguiçosas e também para os mais velhos que sentem nostalgia por esse lado da infância, cheio de filmes fascinantes.
Seus melhores trabalhos são frutos dessa habilidade e sempre carregam um pedaço de nostalgia e estranheza que destaca os seus filmes entre os muitos infantis e fantasiosos que são cuspidos todos os anos nos cinemas. A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça é um de seus melhores trabalhos justamente por ser um mix de tudo o que agradava Burton quando criança, e que o fez se apaixonar por cinema.
O roteiro é bem estruturado mas irregular, indeciso entre o terror e a comédia negra, o que acaba tornando o filme nada mais que uma aventura com toques góticos, não um filme de terror, como deveria ser. Só que esse defeito é compensado pelo clima levemente tenso e cheio de atmosfera que Burton imprime ao filme. O visual é simplesmente extraordinário, e o filme hipnotiza com tanta beleza. O mistério não importa tanto, o tal Cavaleiro Sem Cabeça não assusta nem criança de 5 anos, mas o que fascina aqui é acompanhar essa história envolvente, uma lenda urbana das mais fascinantes, conduzida por um mestre.
O elenco, cheio de veteranos do cinema inglês – inclusive dos filmes B- está ótimo. Johnny Depp, como o incrédulo policial Ichabod Crane, é um capítulo a parte. Depp entrega mais uma atuação bizarra e fascinante ao mesmo tempo, cheio de trejeitos que quase por mágica, não repelem o público do ator, mas causa uma identificação imediata com o personagem. Já Cristina Ricci tem a estampa certa para o filme, mas sua atuação é fraca. Winona Ryder, cadê você?
Ótima pedida pros Halloweens e pro Natais da vida.
E é uma pena que na tv esse filme passe só na madrugada, e não na sessão da tarde e afins, talvez pela violência de algumas cenas. Uma geração merecia crescer vendo isso. Mas,sempre teremos o dvd pra suprir essa falha.