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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Filmes de Junho de 2010


1. Um Sonho Possível **

2. O Casamento do Meu Melhor Amigo ***

3.O Paciente Ingles ***

4. A Vida Marinha com Steve Zissou ***

5. Cabo do Medo *****

6. As Vidas Íntimas de Pippa Lee ***

7. Pânico 2 ***

8. Justiça a Qualquer Preço (BOOM!)

9. Eu Te Amo, Cara ***

10. Correndo com Tesouras ***

11. Amaldiçoados ***

12. O Lobisomem *

13. Gêmeos - Mórbida Semelhança ***

14. Direito de Amar **

15.Uma Garota Dividida em Dois ***

16. Batman Begins **

17. o Golpista do Ano ***

18. Nome Próprio ***

19. Tudo Pode Dar Certo ****

>(BOOM!): bomba, menos que uma estrela.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Filmes de Maio de 2010


1. Taxi Driver - Motorista de Táxi ****

2. Showgirls ***

3. Do Fundo do Mar *

4. Quantum of Solace **

5. O Vigia **

6. O Exterminador do Futuro ***

7. Lola **

8. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final **

9. Irresistível Paixão *****

10. Perdendo a Noção ***

11. Alice no País das Maravilhas ***

12. Idas e Vindas do Amor *

13. Adaptação ****

14. O Escafandro e a Borboleta ****

15. Spider- Desafie a Sua Mente
**

16. Código Desconhecido ***

17. Longe do Paraíso ***

18. O Mistério da Viúva Negra **

19. O Destino do Poseidon ***

20. Trapaceiros **

21. A Primeira Noite de um Homem ****

22. Acusados ***

23. Assim Estava Escrito ****

24. Dúvida ***

25. O Gângster **

26. Frost/Nixon **

27. O Quarto do Filho ***

28. Impulsividade ***

29. Há Tanto Tempo Que Te Amo ***

30. Romance e Cigaros **

31. Prova de Amor
**

32. Colcha de Retalhos **


33. De Repente, Califórnia ***

34. Pague pra Entrar, Reze pra Sair **

35. Simplesmente Complicado **

36. Vicky Cristina Barcelona *****

37. What Just Happened ***

38. Anticristo **

39. Juventude em Revolta ***

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

30 Dias de Noite ( **** )

Vampiros no gelo

Ah, o preconceito cinematográfico. Adiei até que pude uma visita a 30 Dias de Noite, que eu pensei que seria mais um pra lista " filmes que eu sei que eu nunca vou ver". Pois bem, assisti e adorei o filme. É violentíssimo, mas a brutalidade serve à história. Muito bem dirigido por David Slade (que terminou recentemente de dirigir o terceiro episódio da série Crepúsculo. Boa sorte para o cara) e tem um roteiro excelente, daqueles que passou por várias mãos e revisões, mas ainda sim é um bom texto. Baseado numa graphic novel, poderíamos cinicamente dizer que o filme só é bom só por causa do material original, mas Deus sabe como há tantas porcarias baseadas em quadrinhos de primeira, então evitemos o clichê.

Aqui vai outro elogio inédito: Josh Hartnett está excelente, sério! A história (vampiros grotescos dizimam os habitantes de uma cidade isolada no Alasca,quando eles passam pelo período mais estressantes do ano,os tais "trintas dias na escuridão").

O bom deste aqui é que as cenas de violência são tão explícitas que,espertamente, o roteiro (ou a montagem final,quem sabe) deixam de fora diversos momentos cruciais e tensos da narrativa. Aquela coisa que todo mundo sabe de "menos é mais", cada vez menos presente nos filmes do gênero. Para os fãs do gore,sobra ainda muita carnificina e situações incômodas, inclusive envolvendo uma garotinha vampira...Brrr. Não por acaso,30 Dias lembra bastante dois exemplares recentes do cinema fantastico, Madrugada dos Mortos (2004) e O Nevoeiro (2007).

Os três são filmados com competência, tem sangue nas veias e fora delas, e desfechos sem concessões, sendo destaques num mercado tão saturado quanto o do filme de horror. Sem falar que aqui temos ótimas ideias frescas sobre a mitologia dos vampiros. Recomendadíssimo, e a edição em dvd é excelente, com todo o processo de pré-produção e filmagens esmiuçados em especiais divertidíssimos.

Disponível em dvd em edição simples pela Sony Pictures

30 Days Of Night / David Slade /2007 (2.35:1)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Filmes de Dezembro de 2009


1. Sangue Negro ***

2. Último Tango em Paris **

3. Maria – Antonieta ***

4. O Aviador ****

5. Star Wars – Episódio II: Ataque dos Clones ***

6. Tá Rindo Do Quê? ***

7. O Labirinto do Fauno ***

8. Pinóquio **

9. A Fantástica Fábrica de Chocolate **

10. A Dama na Água *

11. Grease – Nos Tempos da Brilhantina ***

12. Guerra Ao Terror ***

13. Tubarão *****

14. O Guia do Mochileiro das Galáxias **

15. 500 Dias Com Ela ***

16. A Saga Crepúsculo: Lua Nova *

17. Cloverfield – Monstro ****

18. Tudo Por Ela ***

19. Hook – A Volta do Capitão Gancho *

20. Com O Pé Na Cova ***

21. Deite Comigo ***

22. Todo Mundo Em Pânico ***

23. O Turista Acidental ***

24. As Patricinhas de Beverly Hills ****

25. Nunca É Tarde Para Amar ***

26. Avatar **

27. A Caixa ***

28. O Amor É Cego ****

29. Será Que Ele É? ***

30. Precious: Based on the Novel “Push” by Sapphire ***

31. H2: Halloween 2 **

32. Quarta B ****

33. Ressaca de Amor ****


domingo, 19 de abril de 2009

Filmes de Fevereiro de 2009

1. X-Men 2 ***

2. Dançando no Escuro **

3. Não Estou lá *

4. Jogo de Cena ****

5. Razão & Sensibilidade *****

6. Across the Universe ***

7. Cecil Bem Demente **

8. A Insustentável Leveza do Ser ***

9. Piaf – Um Hino ao Amor *

10. Conduta de Risco **

11. Apenas Uma Vez ****

12. De Tanto Bater o Meu Coração Parou ***

13. Quatro Casamentos e um Funeral ***

14. Fazendo História ***

15. Coração de Tinta *

16. Sim, Senhor *

17. Noivas em Guerra *

18. Garotos de Programa **

19. Batman – O Cavaleiro das Trevas ***

20. Transamérica ***

21. Sonata de Outono ***

22. Caiu do Céu *

23. A Menina Santa *

24. Chumbo Grosso ****

25. Em Carne Viva ***

26. Violência Gratuita ****

27. O Mundo de Jack & Rose ***

28. Alien 3 **



quinta-feira, 2 de abril de 2009

sábado, 8 de novembro de 2008

Filmes de Outubro de 2008



1.Hellboy II – O Exército Dourado ( **** )
2. O Nevoeiro ( **** )
3. Halloween – A Noite do Terror ( ****1/2 )
4. Drácula de Bram Stoker ( ***1/2 )
5. Perigo em Bangogk ( * )
6. Onde Os Fracos Não Têm Vez ( **** )
7. Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma ( ** )
8. Casa da Mãe Joana ( * )
9. A Casa dos Bebês ( * )
10. O Chamado ( **1/2 )
11. Sabor da Paixão ( *** )
12. O Exorcista – Versão do Diretor ( ****1/2 )
13. Noites de Tormenta ( *1/2 )
14. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal ( **1/2 )
15. A Última Sessão de Cinema ( ***** )
16. Mamma Mia! ( **1/2 )

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Juno ( **1/2 )


Ela é independente.

Não gostar muito de filmes como Juno, que quase todo mundo ama, acha lindo e o escambau, é sinal de rabugentice? Talvez, mas não posso ir contra a minha natureza e forçar gostar de algo que, com boa vontade, achei apenas razoável.

Dá pra entender perfeitamente por que foi (e ainda é) um grande fenômeno de bilheteria, virou moda e etc, mas este aqui sofre com aqueles velhos vícios de cinema independente fofo americano, e não há como não se incomodar com isso. Dessa fábrica, o produto que mais me irritou até hoje foi o tal do Hora de Voltar, filme que achei um horror, mas que ganhou fãs por esse mundão afora.

Os diálogos espertalhões, estilizados demais, algumas atuações inanes, e um visual seco que depõe contra toda a graciosidade pré-programada do filme são pontos que incomodam. Não é legal quando você vê um filme e não acredita na metade das coisas que estão acontecendo e sendo ditas. Claro, o roteirista escreve o que quiser, mas não dá pra abrir a mente sempre em filmes que, supostamente, têm o pé no chão e se passam no mundo real.

Outra coisa desagradável é a trilha sonora, cheia de baladinhas repetitivas e idiotas, que irritam mais do que agradam. A trilha fez muito sucesso e está vendendo muito, é claro.

Curioso que, neste filme e nos dois últimos vencedores do Oscar de roteiro original, é justamente o script que me interessa em ver o filme e me decepciona no final. Crash, Pequena Miss Sunshine e este Juno são três filmes que sofreram pra chegar nas telas, foram feitos pelo preço de duas marias-moles, e viraram mania de bilheteria. Mas são pontos de partida excelentes que resultaram em fitas artificiais e com estrutura forçada – e o filme de Paul Haggis ainda tem o mérito de ser mal dirigido e porcamente atuado. Com sorte, saem filmes divertidos, como o da Kombi amarela.

Mas sejamos sinceros, o filme está longe do desastre. O texto da precocemente cultuada Diablo Cody ganha pontos justamente por não tratar a sua protagonista a pão–de-ló, já que é julgada por boa parte dos outros personagens do filme, e por trazer observações pertinentes sobre casamento, paternidade, vida escolar e outras instituições. Só faltou ser menos afetado.

Mas o que eu quero dizer é que, pena, que filmes tão premiados pelos seus roteiros tenham histórias, diálogos e situações tão malandros, deixando filmes melhores, mais bem escritos e honestos em segunda mão. É a vitória do conceito sobre a qualidade, e valorizar tal tipo de filme pra mim é algo muito perigoso.

Obs: O que é essa Academia de Hollywood hein? Até agora não entendi como o Jason Reitman foi indicado ao Oscar de direção, deixando para trás David Cronenberg, Tim Burton e o Joe Wright. Que mico.

Obs 2: Este foi o primeiro filme que eu vi primeiro no computador e depois nos cinemas. Experiência interessante, e no telão,por motivos óbvios, é bem melhor. Mas, curioso que a legenda “pirata” seja muito mais bem feita e fiel aos diálogos em inglês do que a legenda oficial, que está nas cópias do cinema.


Juno / Jason Reitman / 2007 / (1:85:1)

quarta-feira, 19 de março de 2008

Halloween ( ** )

O amor feriu Michael Myers

É muita coragem refilmar uma obra de John Carpenter. Um, por que seus filmes não precisam de melhorias, pois são bem feitos e envolventes. E,dois, por que são filmes que não envelhecem apesar de muitos anos nas costas, e portanto não precisam de “atualizações”.

Entretanto, nada contra tais remakes, contanto que eles tragamalgo de novo. Um exemplo é a nova versão de Assalto a 13 DP, que somou um visual e ritmo frenético e afetado, coisa bem anos 2000, ao original de sêo Carpenter. Mas também não mudou a vida de alguém.

E eis que o roqueiro metamorfoseado em cineasta (será ele um autor?) Rob Zombie decide que ele pode trazer algo de novo à mitologia de Michael Meyers e a série Halloween, uma das mais amadas e populares do gênero slasher. Coitado.

O problema aqui não é mexer no original, excelente e o meu favorito de Carpenter. A questão é que o remake, como muitos remakes aliás, é pálido em termos de criatividade e sempre fica à sombra do filme original, sem ousar nem trazer algo de novo. A solução encontrada por Zombie é das mais estúpidas: mostrar a infância do psicopata Myers, e mostrar por que o diabo do homem é tão malvado. Pluft.

Acontece é que um dos toques de mestre do original é justamente não explicar ou analisar o porquê de um menininho branquelo, riquinho e bem alimentado ter vontade de matar a irmã e sabe se lá mais quem. O não explicado, o oculto, é arma essencial em favor da aura de mistério e medo do personagem, algo como tio Spielberg não mostrar o tubarão até o final do filme, Polanski não mostrar por inteiro o bebê da Rosemary, e etc. Meninos, anotem: p-o-d-e-r d-e s-u-g-e-s-t-ã-o.

Então, meio que pra justificar, a família Myers se transforma num amontoado de white trash (coisa que sempre aparece nos filmes de Zombie, olha aí), onde a mãe é uma stripper, a irmã é uma vadia, o padastro um aleijado psicopata. Little Michael (ator mirim estranho e sem mistério algum),pra aliviar a pressão, tortura animaizinhos, e depois logo passa a exterminar coleguinhas de escola que chamam sua mãe de vadia.

Enquanto esse drama todo acontece, dona Myers dança em boates de striptease (de quinta categoria, é claro) pra sustentar a família. Curioso é ver a mulher se lascando na tal boate, dançando ao som de Love Hurts, enquanto o filhinho doido apronta todas. Eu não sei o que o diretor quer com uma cena dessas.

Essa parte inicial do filme, que culmina com Michaelzinho matando a família toda, menos mamãe, dura uma eternidade e não tem graça alguma. Quando o filme chega no vamos ver (e sim, até a fuga de Meyers, mostrada rapidamente no original, ganha muitos detalhes aqui) já bate um tédio.

O problema é que preencher essas “lacunas”, que funcionavam demais no filme 1978, não salva o filme do marasmo. É uma solução encontrada para evitar uma repetição das ações do ato final do filme, com os assassinatos das adolescentes, mas acaba sendo muita enrolação em troca de pouca coisa.

Zombie investe em intensidade, na violência, nos efeitos sonoros, aumenta o número de vítimas, mas privilegiar barulho em detrimento de roteiro não ajuda em nada. Coitado desse diretor. Aqui virou um mendigo, que pega cada migalha deixada por Carpenter, junta no pratinho, e tenta tirar uma refeição completa.Muda um detalhe aqui, outro ali, mas seu filme sempre continua sem vida e originalidade.

Nem transformar Meyrs num brutamontes gigante ajuda. A gente não fica com medo, mas se pergunta como ele arranjou um jeito de puxar ferro na cadeia. Troca a maravilhosa cena do armário por uma situação nova, mas que não tem metade da força daquela seqüência.

Outra falha grave é o elenco. As adolescentes são extremamente antipáticas,, com diálogos ruins e nada naturais. Saudade das garotas dos anos 70. O menininho que faz o pequeno Myers, como já citado, está mais pra clone da Dakota Fanning, e isso não é legal. Malcom Macdowell também não tem metade do interesse que o Donald Pleasence despertava no original. Só quem eu gostei mesmo foi da senhora Myers, interpretada por Sheri Moon Zombie, dona mulher do diretor. Nada de excepcional em sua atuação , mas ela não compromete.

Poderia ser uma grande diversão, mas é só um passatempo esquemático e mórbido. E, estranho, parece que não vai mesmo passar nos cinemas brasileiros, onde qualquer porcaria filiada ao terror ganha espaço e faz sucesso. A coisa realmente está feia para Michael.

- This remake is a piece of shit!


Halloween
/ 2007 / Rob Zombie / (2:35:1)