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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Filmes de Dezembro de 2009


1. Sangue Negro ***

2. Último Tango em Paris **

3. Maria – Antonieta ***

4. O Aviador ****

5. Star Wars – Episódio II: Ataque dos Clones ***

6. Tá Rindo Do Quê? ***

7. O Labirinto do Fauno ***

8. Pinóquio **

9. A Fantástica Fábrica de Chocolate **

10. A Dama na Água *

11. Grease – Nos Tempos da Brilhantina ***

12. Guerra Ao Terror ***

13. Tubarão *****

14. O Guia do Mochileiro das Galáxias **

15. 500 Dias Com Ela ***

16. A Saga Crepúsculo: Lua Nova *

17. Cloverfield – Monstro ****

18. Tudo Por Ela ***

19. Hook – A Volta do Capitão Gancho *

20. Com O Pé Na Cova ***

21. Deite Comigo ***

22. Todo Mundo Em Pânico ***

23. O Turista Acidental ***

24. As Patricinhas de Beverly Hills ****

25. Nunca É Tarde Para Amar ***

26. Avatar **

27. A Caixa ***

28. O Amor É Cego ****

29. Será Que Ele É? ***

30. Precious: Based on the Novel “Push” by Sapphire ***

31. H2: Halloween 2 **

32. Quarta B ****

33. Ressaca de Amor ****


terça-feira, 17 de abril de 2007

Embriagado de Amor ( **** )

O amor segundo Paul Thomas Anderson

Vindo dos aclamados(e muito bons,principalmente o primeiro) Boogie Nights e Magnólia, Paul Thomas Anderson (já assinando P.T. Anderson) resolve fazer algo diferente em Embriagado de Amor, e o resultado é bem positivo. Se Boggie Nights lembrava, sem esquecer de ser original, Martin Scorsese e Quentin Tarantino, e Magnólia pagava tributo a Robert Altman, este Punch-Drunk Love lembra bastante o trabalho dos Irmãos Coen. Mas o melhor de tudo é que mesmo recheado de referências,Anderson tem uma voz própria e muitas idéias boas são jogadas para o público.

A escolha de Adam Sandler como protagonista é uma sacada genial. Não se trata das comédias geralmente irritantes que Sandler estrela e estouram nas bilheterias todos os anos. Aqui ele pega o lado mais negro de sua personalidade e compõe a figura frágil e levemente bizarra de Barry Egan, um cara que cresceu nóiado perturbado por sete irmãs pentelhas. Infeliz, solitário e sem saber se expressar, as coisas começam a mudar para Barry quando ele se apaixona, com um certo pé atrás, pela colega de trabalho de uma de suas irmãs. Ela é interpretada pela maravilhosa Emily Watson, e os dois têm uma química muito boa. Lembra um pouco O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, mas sem o açúcar. Curiosamente, Watson era a primeira escolha de Jean Pierre Jeuneut para interpretar Amélie, e isso diz muito.

O ritmo é nervoso e frenético muitas vezes, mas quando filme pára pra respirar, no Havaí, é sensacional. E que imagem é aquela do casal se encontrando num corredor, com aquela paisagem ao fundo?





O som aqui é muito interessante, tanto a sonoplastia em si quanto a trilha sonora do indie Jon Brion, e certos movimentos de câmera deixam um sorriso no rosto – Anderson é um diretor que se preocupa tanto com a parte técnica quanto com o visual e o roteiro, tudo é muito bem equilibrado em seus filmes. Não é a toa que ele é um dos mais admirado de sua geração. Sou fã, e infelizmente ainda não vi seu primeiro filme, Jogada de Risco, com Gwyneth Paltrow, Philip Baker Hall e Samuel L. Jackson, aparentemente inédito em dvd no Brasil.

Filme estranho com gente esquisita, gosto muito. Defino assim por falta de termo melhor, não é uma intenção de catalogar nada nem ninguém... Muito bom.

O MELHOR: o romantismo estranho e a arte de Jeremy Blake
O PIOR: Philip Seymour Hoffman poderia aparecer mais