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domingo, 22 de abril de 2007

Entrevista Com o Vampiro ( *** )

A Dança dos Vampiros

Hoje Tom Cruise perdeu muito do prestígio que tinha, afinal todo mundo já sabe das baboseiras que ele anda falando e fazendo em nome da Cientologia, aquela religião obscura que muitas celebridades de Hollywood adoram. Mas antes de falar e fazer besteiras em excesso, Cruise era o garoto símbolo de Hollywood, e cada filme seu era (e de certa forma ainda é) um evento. Fazendo um ou dois filmes por ano, a presença de Cruise na tela jamais era banalizada, e ele sabe como ninguém escolher um projeto.

É dessa fase saudável que vem Entrevista Com O Vampiro. A Warner apostou alto na adaptação de Anne Rice, mas se o nome de Cruise vem primeiro nos créditos, o astro aqui é Brad Pitt, na época em ascensão. De bônus, outro preferido das mulheres - e também decolando em Hollywood na época- Antonio Banderas.

Sim, tirando as observações dispensáveis, vale lembrar que o filme de Neil Jordan, cheio de vampiros de butique, é muito divertido. O clima gótico, Kirsten Dunst pirralha e em ótima atuação, o clima homo erótico entre os atores, o papel de Christian Slater, que seria de River Phoenix, mas que morreu pouco antes das filmagens - e é a ele que a produção é dedicada...

O filme, contando a história de vida de um vampiro melancólico, é bem superficial e cheio de pose, mas a direção do irlandês Neil Jordan é bastante hábil, e há bons momentos aqui, ou seja, o filme é bom. Mas o que mais me chama atenção é que se a mesma história fosse rodada hoje, ela não teria a metade do charme anos 90 que o filme tem – não me pergunte o que é isso, só sei que eu sinto falta. Sem falar que custaria bem mais caro, não teria um elenco desses (imagino Colin Farrel no lugar de Cruise ou Pitt, ou Dakota Faning no lugar de Dunst,brr...). Enfim, divago.

E vale ignorar o tal Rainha dos Condenados (2002), espécie de continuação desse aqui, e que de certa forma ilustra o que imaginei no parágrafo acima. O filme é um lixo, uma das piores sequências que eu já vi.

E o final de Entrevista é safado, mas inspirado.


O MELHOR: A direção de Jordan e o visual inspirado
O PIOR: A continuação horrorosa Rainha dos Condenados, que recebeu tratamento de filme B