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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Preview: Nine

Finalmente saiu o poster oficial de Nine. Achei meia boca, poderia ser melhor acabado. Enfim, curioso que tiraram "as velhas" (Judi Dench e Sophia Loren) da arte - e também eliminaram a Fergie, tadinha.

Mais um filme com nove no meio (também tivemos recentemente 9, The Nines, District 9, Nine Lives,ufa), a diversão da imprensa americana é adivinhar quem vai ser indicado ao Oscar. Substituto de Javier Bardem, que abandonou a produção alegando exaustão, Daniel Day-Lewis já é considerado aposta certa (é o primeiro papel leve dele!), Marion Cottilard vai se candidatar a prêmios como protagonista (embora as críticas iniciais apontem todas as atrizes como coadjuvantes) e Penélope Cruz e Kate Hudson vão tentar uma nomeação como atriz coadjuvante. Nicole Kidman já era. Marca também o último trabalho do falecido Anthony Minguella, que assinou o roteiro, adaptação de um musical da Broadway que se baseiou no clássico 8 ½ de Fellini. Mas tudo isto é besteira. O mundo quer mesmo é ver Nicole Kidman tirando onda com a Penélope Cruz. O que será que o Tom Cruise vai achar desse filme? - Tô nem aí!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A Bússola de Ouro ( * )


Algum figurante: Lyra, pegue essa bússola, err, de ouro, que ninguém entende ou sabe usar, mas como você é a guria fodona do filme com certeza vai saber. Aí, depois você vai com a Nicole Kidman para hsuhsuaudsua fazer não sei o que mesmo, nem eu entendi. Aí depois você foge e é salva por uns figurantes vestidos de cigano, e depois vai atrás de um urso polar falante que tem a voz do Gandalf. Você precisa convencê-lo a te levar até Ghauysgaujhaukaka pra resgatar as crianças e seus dimons(???), por que senão elas vão virar Juaghusagagsdfdvazkao. Ah, não esqueça que você, apesar de irritante e fraca como atriz, é a protagonista do filme, e que a Nicole Kidman, o Daniel Craig e a Eva Green não aparecem nem dez minutos no filme todo. Também não se esqueça de que, quem não leu o livro no qual nosso filme se baseou não vai entender bulhufas do que está acontecendo, e não é a gente que vai se preocupar em explicar né, afinal temos muitos efeitos especiais de primeira para tapear a galera. O filme também tem que ter menos de duas horas, pra ter muitas sessões por dia, e o final vai ter que conter um gancho para continuações. Tudo entendido?


Lyra:
Ok. Beijos.


Obs 1: Bomba de 2007?

Obs 2: Custou uns cem yachts, mas foi um fracasso nas bilheterias, amém.

Obs 3: Ainda estou em dúvida se este é pior que As Crônicas de Nárnia.

The Golden Compass / Chris Weitz / 2007 (2:35:1)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

As Horas ( ** )


As Horas é um bom filme, mas claramente quer ser bem mais do que é. É bom ver esse tipo de filme, feito para ganhar prêmios, anos depois que o bafafá das premiações já passou, e só resta a obra em si, sem aquele carimbo de indicações e vitórias influenciando a opinião de quem o assiste.

Chega de sinopses aqui. Não tenho paciência, e não é nada que o Google não resolva

Temos aqui Nicole Kidman lidando com um futuro negro, Julianne Moore exrtremamente infeliz com o presente e Meryl Streep presa e saudosa ao passado.

A atuação de Kidman talvez seja realmente boa, mas não posso afirmar com certeza. Não é injustiça com a atriz dizer que ela deve o Oscar e outros prêmios que ganhou àquela maquiagem carregada que a deixou parecida com Virginia Woolf. Meryl Streep interpreta Meryl Streep, e por isso mesmo é muito boa, e Julianne Moore contginua sendo aquela atriz inspirada de sempre. Ou seja, o trio feminino principal e os diversos coadjuvantes de prestígio variam do bom ao excelente, com a cada 10 minutos um bom ator entrando em cena e deixando sua marca no filme.


É um filme de atores e daria uma excelente peça teatral. Só que a direção do inglês Stephen Daldry (Billy Elliot) é carregada e solene, assim como a trilha sonora, tornando uma experiência um tanto angustiante, mas pelos motivos errados.


Sem dúvida é um filme que quer ser melancólico, e o consegue, mas as emoções aqui soam friamente calculadas.

E afinal, sobre o que mesmo As Horas trata? Homossexualidade? Depressão? O peso de carregar uma família, ou a falta que uma faz? Tudo isso, nada disso?

Fica a dúvida no ar. Se o filme tivesse por trás alguém mais preocupado em ser sincero e conciso e menos em agradar a muitos, o resultado seria mais satisfatório.