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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Filmes de Julho de 2010

1. A Orfã **

2. Dirigindo no Escuro **

3. Uma Prova de Amor *

4. Um Domingo Qualquer ***

5. Brilho de uma Paixão ***

6. Uma Noite Fora de Série **

7. X-Men Origens: Wolverine **

8. Patrik 1,5 ***

9. Menina de Ouro ****

10. Coraline e o Mundo Secreto ***

11. Fish Tank ***

12. Fúria de Titãs (2010) ***

13. Prayers for Bobby ***

14. Kick Ass - Quebrando Tudo ****

15. Shrek Para Sempre (BOOM!)

16. This Film Is Not Yet Rated ***

17. Histórias Proibidas ****

18. Bonecas Russas ***

19. Sexta-Feira 13 **

20. Sexta-Feira 13 - Parte 2 ***
  
21. Sin City - A Cidade do Pecado ***

22. Sex and the City 2 *

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Caninos murchos (O Lobisomem, Amaldiçoados, Lua Nova)


O Lobisomem é desconcertante porque parece que tem tudo no lugar, mas nada funciona. Em dois minutos de filme você descobre que lá vem bomba, depois daquela abertura chocha, antes do título do filme.O elenco é bom (Benicio Del Toro é perfeito para o papel), a fotografia e a direção de artesão, belíssimas (tanto que nem as óbvias intervenções digitais atrapalham) e a maquiagem do protagonista, embora esteja mais pra Chewbacca do que para um monstro assustador, é uma bela homenagem ao clássico da Universal. Mas dinheiro não compra talento (risos) e o filme, cheio de truques irritantes de edição, não comove, diverte ou assusta. O ritmo corre contra o tempo, parece que não houve espaço para desenvolver as sequencias ou construir uma relação mais inspirada entre os personagens.

Não é exatamente uma bomba,mas é um filme totalmente sem clima - bom, até Van Helsing - O Caçador de Monstros, tem mais atmosfera do que esse aqui. Nos créditos, uma parte do mistério é desvendada: o roteiro final foi creditado a Andrew Kevin Walker (que escreveu A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, cujo ponto mais fraco era justamente o texto) e a David Self, que foi responsável pelo roteiro de A Casa Amaldiçoada (The Haunting, 1999), outra pérola de grande orçamento e lindo visual, mas de resultado nulo.
O filme ia ser dirigido pelo Mark Romanek, que se demitiu (ou foi demitido), e ficou mais de um ano em montagem. A trilha sonora, intrusiva e óbvia, ficou a cargo do Danny Elfman, o que é um choque, esperava mais ( houve problemas de bastidores neste setor também).

Amaldiçoados , do Wes Craven, é uma bela surpresa. Teve uma produção tão ou mais problemática que a de O Lobisomem, e assim como no filme comentado acima, os problemas refletem no resultado. Mas o clime Bzão, o bom elenco (que conta com os meus favoritos Jesse Eisenberg e Judy Greer),e até mesmo os efeitos especiais muito ruins (e pensar que o nome do maquiador Rick Baker está nos créditos...) contribuem em favor ao clima de vagabundagem do filme, que é muito engraçado e nada assustador. E nunca fale mal da aparência de um lobisomem (engasguei de tanto rir nesta cena, genial).


Por fim, A Saga Crepúsculo: Lua Nova é aquele filme frouxo que, apesar de ruim, diverte, até chegar ao final constragedor. Os lobisomens aqui são menos toscos do que o trailer do filme apontava, mas não passam de lobos fofinhos. Até a suposta crueldade do filme (no final, com os turistas atacados na Itália) soa pré-fabricada, como se fossse resultado de uma pesquisa no Google.com ("o que podemos acrescentar para soar cruel e violento?"). O visual é bom e, pasmem, a direção do Chris Weitz (vindo da bomba A Bússola Dourada) até funciona, mas o material original é muito ruim.
E, na última cena do filme, fica explicitado o que eu já desconfiava: tanto frufru, bichinhos, mortes e o escambau, são apenas uma ponte para a mocinha de Stephanie Meyer realizar o seu desejo: ser pedida em casamento. Afinal, o que as mulheres querem mesmo, até as candidatas à vampira, é pilotar um fogão e servir ao seu macho. Bela lição para as meninas, né?

Amaldiçoados (Cursed, 2005) de Wes Craven ***
A Saga Crepúsculo: Lua Nova
(
New Moon, 2009) de Chris Weitz *
O Lobisomem
(
The Wolfman, 2010) de Joe Johnston *

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dez de 2005

Marcas da Violência

David Cronenberg transforma um roteiro que poderia resultar em um bom SuperCine em um filme excepcional, estranho, excitante, lindamente filmado e espertamente enxuto, que ainda nos diz uma ou duas coisas sobre os instintos do bicho humano. E o que é aquele final?

O Segredo de Brockeback Mountain

Romântico sem ser piegas; melancólico, mas sem emoções baratas. O grande Ang Lee passeia pela América rural e sufocante numa história de amor e tesão reprimidos, mentiras sinceras e a falta de coragem para assumir a vida que se quer ter, além dos sacrifícios que se fazem pela família. Como se tudo isso não bastasse, cada característica do filme, das atuações a trilha sonora, é maravilhosa. E não se enganem: não é o Coringa, mas sim o Ennis Del Mar,a atuação definitiva do falecido Heath Ledger.

A Lula e a Baleia

Não é preciso sentir uma identificação pessoal para apreciar um filme, mas quando isso acontece é realmente um acontecimento gratificante. Retrato ao mesmo tempo ácido e afetuoso de um período muito especial e confuso da vida, Noah Baumbach mostra que não é mesmo fácil ser pai, mãe, irmão...e filho.Família, família...

Orgulho & Preconceito

Quando li que o excelente romance de Jane Austen ganharia mais uma adaptação, fiz cara feia. Eis que num domingo vou ao cinema assistir esta versão feita pelo estreante em cinema Joe Wright e saio com um sorriso estampado no rosto. Difícil escolher o que é melhor: a esperteza e o otimismo de Austen, ou o visual e a energia contagiante trazida pelo diretor. Trilha sonora de arrepiar de tão bela.

O Virgem de 40 Anos

Mais um caso de um ótimo diretor revelado ao mundo em um filme que foi uma grata surpresa. Muito obrigado Judd Apatow. Steve Carell, você é genial. Agora fica a dúvida: qual destes dois, também roteiristas, teve a ideia sensacional de encerrar o filme homenageando/escrachando com Hair?

Caché

Meu primeiro contato com Michael Haneke. Impressionante, e me fez pensar: preciso ver tudo o que esse cara já fez. Mas não sei se tenho coragem.

Ponto Final

Woody Allen acordando com pouco bom humor- e gostando disso. Gosto da Scarlett Johansson, mas é inevitável pensar em como esse filme seria com a Kate Winslet, que desistiu do papel. Deixa um gosto amargo na boca, e talvez seja esquemático demais. Mas quem disse que isso não é intencional?

O Novo Mundo

Hipnose sensorial by Terrence Malick. Quando chegar a madrugada, me passe umas cervejas e aperte o play.

Eu, Você e Todos Nós

Miranda July, precisamos de um novo filme seu. Admito que alguns desdobramentos deste aqui não me agradaram muito, mas é um filme tão esperto, doce e interessante que é difícil não gostar. Independente sem ranço.

Transamérica


Ser uma coisa e querer ser outra, de tal modo que viver pode até ser um martírio. E enfrentar o passado, com todas as dores que isso possa causar. Embora o tema evidente seja o transsexualismo, sem enfeites, de forma direta e sem dourar a pílula, não deixo de pensar que o filme de Duncan Tucker, muito divertido, cruel e cativante ao mesmo tempo, funcione como uma bela ode ao anticonformismo. Vai doer?Vai. Mas antes isso do que ficar parado.

Também gostei de: Cidade Baixa, Amor em Jogo, A Prova, King Kong, De Tanto Bater o Meu Coração Parou, Guerra dos Mundos, A Outra Face da Raiva, Batman Begins, A Noiva Cadáver, Por Conta do Destino, O Mundo de Jack & Rose.

Ainda não vi, mas sinto que posso gostar de: Meu Amor de Verão, Reis e Rainha, Mal dos Trópicos, Boa Noite e Boa Sorte, Junebug, 2046, Wallace & Gromit em A Batalha dos Vegetais, O Castelo Animado, Impulsividade.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Filmes de Dezembro de 2008

1.Os Pássaros ( *** )

2. Cassino Royale ( *** )

3. Wall - E ( **** )

4. As Virgens Suicidas ( ***** )

5. Marcas da Violência ( ***** )

6. Max Payne ( )

7. Eu, Meu Irmã e Nossa Namorada ( ** )

8. Tootsie ( *** )

9. Mal Posso Esperar ( ***)

10. Ligeiramente Grávidos ( **** )

11. Romance * ( **** )

12. O Diabo Veste Prada ( *** )

13. Sociedade dos Poetas Mortos ( *** )

14. Todos Dizem Eu Te Amo ( ***** )

15. O Grande Lebowski ( ***** )

16. O Virgem de 40 Anos ( ****)

17. Sangue Negro ( *** )

18. Arquivo X : Eu Quero Acreditar ( ** )

19. Sem Sol ( *** )

20. A Lula e a Baleia ( ***** )

*Arraes

quarta-feira, 5 de março de 2008

Orgulho e Preconceito ( ****1/2 )

Hipnose sensorial.

Jane Austen, pelo que consta, teve uma vida amorosa difícil e infeliz –e fizeram até um filme sobre isso, o ainda inédito no Brasil Becoming Jane. Logo, fica fácil entender por que em dois de seus romances mais famosos (Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade) as suas heroínas, longe da perfeição, mas mulheres dignas e admiráveis, penam, choram e esperam bastante pelo homem de suas vidas, resultando em finais felizes, e surpreendentemente, nada artificiais.

Ang Lee fez um trabalho maravilhoso na adaptação de Razão e Sensibilidade, fazendo um filme sereno e extremamente bem dirigido, e ao que parece fiel ao espírito da obra. As tramas de Austen podem soar novelescas, mas são traçadas com uma inspiração e delicadeza tão grande que, quando encontram um diretor da estatura de Lee, acabam resultando em filmes acima da média do que se encontra por aí. O romance, o suspense, a sátira social, tudo intacto e moderno. Ouso dizer que este é um filme perfeito, não consigo achar um defeito.

Então vamos a este novo Orgulho e Preconceito. Projeto ousado, afinal a obra já foi adaptada diversas vezes, sendo a versão mais famosa uma minissérie britânica, ainda muito viva na cabeça dos fãs de Austen – infelizmente essa obra nunca chegou no Brasil, mas pode ser conferida por meios alternativos (e pouco ideais) como You Tube.

Quando li a respeito, não me animei muito. Quem diabos é Joe Wright? Keira Knightley consegue segurar o filme como protagonista? O que pode ter de novo aqui? As imagens iniciais não me animaram muito, mas hoje posso dizer que foi uma das melhores sessões de cinema que eu já tive, e o filme se tornou um dos meus favoritos- é um dos filmes da minha dvdteca que eu já vi vários vezes, correndo o risco de enjoar e deixar de lado, mas sei que daqui a pouco já vou querer rever de novo.

O que gosto mais no filme é que a direção de Wright não é nada acomodada, com movimentos de câmera inventivos, planos seqüências que não estão ali por enfeite, mas sim pra servir bem a narrativa, e também o cuidado excepcional que ele dá aos detalhes – a ambientação é perfeita, os closes sensacionais.

Ele escolhe um caminho diferente do de Ang Lee, mas ambas as adaptações são excelentes por não caírem na armadilha da sisudez e da reverência excessiva às obras originais. A energia é sempre presente no filme de Wright, e em nenhum momento a saga se torna novelesca, simplória. E eu nunca vi uma direção de fotografia, mais a expressão de uma atriz e uma trilha sonora trabalharem tão bem juntas quanta na cena -clássica em filmes de época, mas cheia de frescor aqui- como aquela em que a Keira Knightley literalmente se encontra à beira de um abismo, pensando em que caminho sua vida está indo.

Outro ponto de destaque são os atores. Há quem diga que Keira não “entendeu” o papel, o que acho que é uma bobagem, mas realmente talvez ela seja jovem e bonita demais em comparação as descrições da autora. Nada que atrapalhe, e seu sorriso débil funciona bem aqui. A revelação Matthew Macfadyen constrói um Sr. Darcy perfeito, não há o que reparar. Todos estão, resumindo, muito bem, mas é impossível não destacar o patriarca interpretado por um Donald Sutherland excepcional. Que esse cara não tenha levado um Oscar – ou qualquer outro prêmio que seja- por esse filme é algo que nunca entenderei.

Austen pode escrever o que seu público queira ler, mas isso nem de longe é defeito, seus livros acertam na mosca e são tão detalhados, que suas complicações e conseqüentes descomplicações se acompanhem com muita atenção e suspense, e são coerentes com os problemas do lado de cá.

Filme que se assiste com imenso prazer, com imagens hipnóticas e tão bem trabalhadas que é impossível queimpossível não soltar um pqp...que coisa bem feita. Recomendado tanto aos românticos quanto aos céticos, que podem achar isso aqui uma grande comédia. Só não dá pra ficar indiferente.

E Joe Wright é uma das maiores e melhores revelações dos últimos tempos.


*Não relatei a sinopse, como usual. Não sabe? Joga no google.


Pride & Prejudice / Joe Wright / 2005 / (2:35:1)