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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Scott Pilgrim vs. Machete


Talk ‘bout my generation

Se não é tão bom quanto os dois primeiros filmes do Edgar Wright (os excelentes Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso), Scott Pilgrim Contra o Mundo é admirável, e tem uma das melhores direções do ano. Frenético, energético, cheio de cortes, mas incrivelmente não irritante, é um filme feito de um membro genuíno do clube dos fãs de quadrinhos e videogames para outros membros deste mesmo clube. Aos que estão excluídos deste mundinho, fica a admiração pela excelente parte técnica e a atuação do elenco – o casting é perfeito, com destaque para a Alison Pill, Mark Webber e Kieran Culkin.


Machete é sensacional, e supera Planeta Terror com folga. Suspeito que o primeiro filme do Robert Rodriguez que eu gostei logo de cara. O humor, violento e absurdo, cheio de piadas baratas e jocosas, frases de efeito safadas, é muito bom, e o gore muito divertido. Mas, acredite, Machete é mesmo um filme de atores, com uma concentração absurda de canastrões, em presenças muito dignas. Até Steven Seagal está bem, creia. Destaque para o Jeff Fahey e a Lindsay Lohan. E lembre-se: Machete não manda SMS. Mas sabe improvisar.

Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim vs. The World, 2010) de Edgar Wright ***
Machete
(Machete, 2010) de Robert Rodriguez ***

terça-feira, 17 de julho de 2007

Grindhouse ( ***1/2 )

O mofo que é um luxo


A curiosidade foi mais forte, e acabei vendo Grindhouse numa cópia baixada da internet, com uma qualidade de imagem nada recomendável. Por outro lado, foi a única chance de ver o projeto em sua forma original, ou seja, os dois filmes seguidos um do outro, e entrecortados por trailers falsos, um melhor do que o outro.

A primeira parte, Planet Terror, é irregular como tudo o que o Robert Rodriguez (A Balada do Pistoleiro, Sin City) fez até agora- e ficar colado com Quentin Tarantino nesse tipo de filme não deve fazer muito bem para a auto-estima do cara. Este aqui é o que há de mais fraco em Grindhouse, mas não é necessariamente um lixo. Diverte, é engraçado, mas Rodriguez se preocupa em parecer esperto demais, esquecendo dos sustos e da adrenalina. Resumindo, é uma comédia com toques gosmentos. Mas os créditos iniciais e o desfecho são perfeitos.

Já a parte de Tarantino (Pulp Fiction, Kill Bill) é sensacional. Death Proof tem o mesmo defeito do primeiro filmete, não assusta nem um pouco, mas têm as famosas referencias pop do seu diretor, é coerente com a obra do cara, e ainda traz várias referências a filmes anteriores. Hiper divertido, e muito bem filmado- uma cena de acidente de carro não vai sair da sua cabeça...

São dois média-metragens que, curiosamente, falham no objetivo principal: resgatar o espírito das sessões duplas vagabundas. A estampa está lá, os clichês, os personagens rasos também, mas são filmes auto-consciente demais, a um passo da paródia. Sem falar que apesar de que ver os dois filmes juntos é realmente uma experiência divertida, cada um deles carrega demais os genes do seu respectivo diretor, pondo a proposta de resgate em segunda mão.

Enfim, agora é esperar pela estréia de cada filme nos cinemas, independentes e com a metragem aumentada. A distância entre os dois deve fazer bem para ambos. E o que será que vai acontecer com os trailers falsos nas versões single?

Pena que foi um fracasso nas bilheterias. A longa duração não justifica o fato, afinal o filme passa voando, principalmente na segunda parte.

Grindhouse / Robert Rodriguez - Quentin Tarantino / 2007 (2:35:1)