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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Filmes de Setembro de 2008


1. Todo Mundo Quase Morto ( **** )
2. Sinais ( ***1/2 )

3. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain ( ****1/2 )

4. Corpo Fechado ( *** )

5. A Estranha Família de Igby ( *** )

6. O Silêncio dos Inocentes ( ***** )

7. Instinto Selvagem ( **** )

8. Orgulho & Preconceito ( ****1/2 )

9. Fúria de Titãs ( *** )
10. Zohan – Um Agente Bom de Corte ( ** )

11. Hellboy ( *** )

12. O Procurado ( ** )
13. Simplesmente Amor ( **1/2 )

14. A Noite dos Mortos Vivos ( *** )

domingo, 1 de junho de 2008

Filmes de Maio de 2008


1. Frenesi **

2. Contato ****1/2

3. O Ultimato Bourne ***1/2

4. Fogo Contra Fogo ****

5. Em Seu Lugar ***

6. Ligado em Você **1/2

7. O Pântano ****

8. Tudo Sobre Minha Mãe *****

9. Cidade Baixa **1/2

10. Speed Racer **

11. Ó Pai Ó **1/2

12. Coração Selvagem ***

13. Indiana Jones e o Reino das Caveiras de Cristal **1/2

14. Cloverfield – Monstro **

15. Missão: Marte **1/2

16. Madame Satã **

segunda-feira, 31 de março de 2008

"Mirar no longo prazo pode doer um pouco"


Saiu na Veja uma entrevista, feita pela Isabela Boscov, com a sempre maravilhosa Jodie Foster. Aqui vai:

Você já disparou tiros em seus filmes antes, mas sempre em resposta a uma agressão, e não como a agressora, como é o caso em Valente. Era algo que você evitava?
Não, de maneira nenhuma – apenas era algo que nenhuma personagem havia exigido até aqui. Valente é sobre uma mulher civilizada que sofre um ataque brutal, e sobre como ela muda em reação a essa violência. É menos sobre armas do que sobre moralidade – um tema que está presente em muitos dos filmes que fiz. Quanto mais velha eu fico, mais o tema me interessa, e mais complicado parece. Quando eu era jovem, achava que gente boa era uma coisa e gente má, outra. Hoje...

Você concorda com o caminho que sua personagem toma, de se tornar uma justiceira?
Nem eu nem o filme concordamos com a personagem. Aliás, nem ela concorda consigo mesma. Ela tem consciência de que tomou um rumo que nunca, nem nos seus piores pesadelos, imaginava ser capaz de tomar. O que a divide é que, embora ela se encha de vergonha cada vez que aperta o gatilho, essa é também uma afirmação do desejo dela de viver após a violência que atravessou.

Você se imagina em situação semelhante?
Levo uma vida muito comum e reservada, e talvez goste de papéis assim porque eles me dão a oportunidade de confrontar sentimentos que eu, pessoalmente, não sou corajosa o bastante para enfrentar. Isso é o que há de mais instigante num filme como esse, em que é preciso estar dentro da personagem, queira-se ou não, e respirar, andar e pensar como ela: obrigar-se a compreender o incompreensível.

Qual sua opinião sobre o controle de armas?
Não gosto de me aproveitar do meu trabalho para falar de política. Só o que posso dizer é que a visão de Valente é bastante clara: uma arma de fogo é um instrumento que confere a um indivíduo um poder além do razoável.

Você tem a carreira que muitas atrizes gostariam de ter. Como a construiu?
Sei lá, esse é um trabalho tão estranho, em que é difícil planejar uma direção ou se preservar da instabilidade e da exposição. Acho que minha mãe foi uma influência decisiva: ela queria que eu fosse levada a sério e me ensinou a me levar a sério também. Eu nunca fui a que mais ganha, ou a que é sempre a primeira a ser escolhida. Mirar no longo prazo pode doer um pouco mesmo. Mas eu queria durar – e não desaparecer, como infelizmente acontece com tantos jovens atores.

Você nunca fez o papel da mocinha ingênua ou romântica.
Olhe que até fiz muitos testes para esses papéis, mas fui reprovada em todos. Com o tempo, você percebe a razão das rejeições: há coisas que eu faço bem, e outras em que não convenço.

Desde pequena, o dinheiro que você trazia para casa como atriz era fundamental para sua mãe e seus irmãos. Foi difícil virar arrimo de família assim tão cedo?
Imagino que isso tenha condicionado de várias formas o desenvolvimento da minha personalidade. Por exemplo, aprendi muito antes dos outros o conceito de que ações têm conseqüências. É bom ser criança? Sim, mas viajar pelo mundo, descobrir um talento e ser levada a sério pelos adultos também é bom. As coisas são como são, e eu me considero uma pessoa até bem ajustada, sem ressentimentos.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Valente ( **** )

Jodie's Got a Gun.

Jodie Foster é uma daquelas estrelas muito bem pagas que podem carregar um filme inteiro nas costas, que escolhem muito bem os veículos em que aparecem, pra estelar, assim como o fazem Tom Cruise e Will Smith. Nada contra, afinal é assim que as coisas funcionam, e enquanto resultem em coisas tão divertidas e bem feitos quanto este The Brave One (que Jodie declarou ser um “produto popular”),melhor. É um Desejo de Matar endinheirado, feminista, com pretensões autorais e, digamos assim ,mais família.

A história tem algo de brucutu, com Foster (excelente, como o habitual) fazendo uma radialista de Nova York que, ao passear com o cachorro e o noivo em um parque, é atacada, espancada e entra em coma. Seu namorado morre, o cachorro some. Traumatizada, como de praxe, só passa a se sentir segura com uma arma na bolsa, e ao presenciar um crime brutal, começa a exterminar os bandidos da cidade que cruzam o seu caminho.

Há algo de nonsense e glamourização de violência aqui, e Jordan constrói o filme de modo que torçamos e nos identifiquemos com a mocinha. As questões morais são bem superficiais, e é realmente divertido e vibrante ver Jodie descendo o sarrafo na bandidagem – ela só mata quem não presta. Claro.

O filme me lembrou Tropa de Elite, afinal tem uma trama espinhosa e polêmica a serviço de um cinema de entretenimento, ambos muito bem feitos e funcionais. Mas, embora a visão do diretor do sucesso brasileiro se mostre um tanto turva, afinal ele parece não partilhar do ponto de vista de seus policiais assassinos, mas faz um filme sensacionalista, Jordan não disfarça, e leva bem um roteiro que corrompe até mesmo os personagens do “lado certo” da lei. Não é o caso de se dizer que o diretor compartilha do ideal de que é preciso dar um jeito na bandidagem lá fora, esquecendo meios convencionais, mas ele não se faz de rogado e deixa a reflexão em casa. O espectador escolhe o seu lado – ou não. Difícil, mas tarefa interessante. Poderia ser apenas mais um dvd pro sábado a noite, ou uma excelente sessão do SuperCine, mas é diversão das boas, e ridiculamente vai direto pra dvd no Brasil. Os funcionários da Warner que sim, mereciam um corretivo pra aprender o que fazem.


The Brave One
/ Neil Jordan / 2007 / (2:35:1)

domingo, 29 de julho de 2007

The Brave One


Não sei qual é a história, é algo sobre racismo, parece. E é do Neil Jordan, cineasta que admiro. Mas o que importa mesmo é que tem a cada vez mais rara presença de Jodie Foster no elenco, e isso já é um grande motivo pra ir ao cinema.