Joe Wright fez, na minha modéstia opinião, o melhor filme do rico ano cinéfilo de 2005: Orgulho e Preconceito. Pegou o livro (muito bom) de Jane Austen e deu uma roupagem deslumbrante, transformando um filme que tinha tudo para ser bom, mas banal, numa das produções mais inventivas e visualmente fascinante dos últimos anos. Em outra adaptação literária, ele convoca novamente Keira Knightley e o emergente James McAvoy em um drama envolvendo mentiras, guerra e vidas destruídas. É, acho que é isso, pois não li muito sobre, por opção, e espero muito desse aqui.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Atonement
Joe Wright fez, na minha modéstia opinião, o melhor filme do rico ano cinéfilo de 2005: Orgulho e Preconceito. Pegou o livro (muito bom) de Jane Austen e deu uma roupagem deslumbrante, transformando um filme que tinha tudo para ser bom, mas banal, numa das produções mais inventivas e visualmente fascinante dos últimos anos. Em outra adaptação literária, ele convoca novamente Keira Knightley e o emergente James McAvoy em um drama envolvendo mentiras, guerra e vidas destruídas. É, acho que é isso, pois não li muito sobre, por opção, e espero muito desse aqui.
Revolutionary Road

Sam Mendes estreiou em grande estilo com Beleza Americana, que de filme sensação entrou pra categoria de filme mala, por motivos obscuros. Fez o insípido Estrada Para Perdição, e o inofensivo, quase banal, Soldado Anônimo. Agora joga as suas fichas no casa de ouro Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, sua esposa na vida real.
The Dark Knight

Depois do ótimo Batman Begins, só temos que esperar coisas boas de The Dark Knight. Heath Ledger parecia uma escolha idiota pro papel do Coringa no início, mas Hollywood sempre sabe surpreender nessase casos. Maggie Gyllenhaal também é uma excelente adição para o elenco, substituindo a Katie Holmes no mesmo papel - nada contra a mulher do Tom Cruise, mas Maggie é muito mais atriz. E que Katie fique em casa cuidando da filha e destruindo a sua carreira.
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quarta-feira, 25 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
Harry Potter e a Ordem da Fênix ( *** )

Dias escuros para Harry Potter
Mais um filme da franquia Harry Potter, e eu fui lá bater ponto como o habitual. Não sei se sou eu ou esses filmes são cada vez mais mais-do-mesmo, com uma diferença aqui, outra acolá. Nada contra saga do bruxo mais popular do entretenimento, mas a magia que se vê na tela, a cumplicidade entre os amigos, as lições, os blá blá blá...não me tocam muito. Vai ver é a idade. Ou o cinismo.
Li todos os livros da série lançados no Brasil até agora, mas não estou morrendo pra ler logo o último, que vai ser lançado em português até o fim do ano. Diversão das boas os livros, fato, mas também venho achando-os burocráticos demais. Sendo assim , fico com os mais descompromissados, e por isso mais legais para mim, os dois primeiros. As adaptações cinematográficas desses dois (A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta) são umas drogas, cortesia de Chris Columbus. Se você só viu um desses dois, ou ambos, e não achou grande coisa, dê uma chance ao terceiro filme,O Prisioneiro de Azkaban, nesse a coisa melhora.
Acontece que dirigir esses filmes do Harry Potter não deve ser grande coisa. Sem querer desrespeitar os diretores que assinaram a saga até agora, Alfonso Cuarón, Mike Newell e David Yates (estreante em cinema), há uma cartilha aqui, um manual, e se você tem muito estilo, deixe-o em casa. Cuarón foi o que se deu melhor, fazendo o filme mais, err, autoral da série, embora isso não queira dizer muita coisa. E eu não cito o Chris Columbus por que ele é fraco mesmo, e deveria se juntar ao Joel Schumacher e o Michael Bay na aposentadoria precoce.
Pra minha sorte, não lembrava dos detalhes da trama desse A Ordem da Fênix, só de uma coisa ou outra, então ver o filme foi uma experiência divertida, afinal eu não sabia bem o que se passaria nas próximas cenas – ver O Código DaVinci foi uma tortura, qual o sentido de ver uma novela se você já leu no jornal o que vai acontecer?
Muita gente vem reclamando que muita coisa do livro foi adaptada ou eliminada, reclamação que começou a surgir a partir do terceiro filme, o do Cuarón. Amor de fã é foda, são reclamações fúteis, ou é preciso estampar no jornal que livro é livro e filme é filme?
Tais mudanças não me afetaram nem um pouco, já que eu não posso dizer exatamente o que foi mudado/adaptado. Só sei que a sessão passou rápido, e o filme fluiu bem, palmas para o roteirista – sai o veterano Steve Kloves, entra o Michael Goldenberg (Contato, Peter Pan). E para os que ainda não se conformam em não ver cada página transformada em película, vale lembrar que os dois primeiros filmes são tronchos daquele jeito por que o diretor Colombus (ou os produtores, ou a autora dos livros, não importa) não teve pulso para enxugar a obra, ou fazer o básico e o necessário, que é adaptar o livro de forma coerente com a linguagem do cinema.
Bem bom esse aqui, embora realmente senti falta do fator magia. A fotografia é escura e opressora, mais do que nos anteriores, e crianças pequenas que amaram os outros filmes talvez não se sintam muito felizes vendo esse aqui, mas não sei, as crianças de hoje estão cada vez menos sensíveis. Por outro lado, recomendo aos pequenos este tipo de pesadelo, superbom ver filmes mais pesados quando se é criança e lembrar das reações e impressões quando adulto. Enfim, viagem minha.
Filme adolescente, cheios de pirações e hormônios ferventes, Harry Potter e a Ordem da Fênix vai ser, mais do que o habitual, um hit nos shoppings e multiplexes da vida.
Não há muito o que falar do filme em si. Tudo ok e aceitável, conforme manda as regras do jogo. Boa diversão, mas lembra um bigmac: gostoso e óbvio, você já sabe o que esperar. E em excesso faz mal, vale lembrar aos fãs pentelhos
Harry Potter and the Order of the Phoenix / David Yates / 2007 (2:35:1)
Li todos os livros da série lançados no Brasil até agora, mas não estou morrendo pra ler logo o último, que vai ser lançado em português até o fim do ano. Diversão das boas os livros, fato, mas também venho achando-os burocráticos demais. Sendo assim , fico com os mais descompromissados, e por isso mais legais para mim, os dois primeiros. As adaptações cinematográficas desses dois (A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta) são umas drogas, cortesia de Chris Columbus. Se você só viu um desses dois, ou ambos, e não achou grande coisa, dê uma chance ao terceiro filme,O Prisioneiro de Azkaban, nesse a coisa melhora.
Acontece que dirigir esses filmes do Harry Potter não deve ser grande coisa. Sem querer desrespeitar os diretores que assinaram a saga até agora, Alfonso Cuarón, Mike Newell e David Yates (estreante em cinema), há uma cartilha aqui, um manual, e se você tem muito estilo, deixe-o em casa. Cuarón foi o que se deu melhor, fazendo o filme mais, err, autoral da série, embora isso não queira dizer muita coisa. E eu não cito o Chris Columbus por que ele é fraco mesmo, e deveria se juntar ao Joel Schumacher e o Michael Bay na aposentadoria precoce.
Pra minha sorte, não lembrava dos detalhes da trama desse A Ordem da Fênix, só de uma coisa ou outra, então ver o filme foi uma experiência divertida, afinal eu não sabia bem o que se passaria nas próximas cenas – ver O Código DaVinci foi uma tortura, qual o sentido de ver uma novela se você já leu no jornal o que vai acontecer?
Muita gente vem reclamando que muita coisa do livro foi adaptada ou eliminada, reclamação que começou a surgir a partir do terceiro filme, o do Cuarón. Amor de fã é foda, são reclamações fúteis, ou é preciso estampar no jornal que livro é livro e filme é filme?
Tais mudanças não me afetaram nem um pouco, já que eu não posso dizer exatamente o que foi mudado/adaptado. Só sei que a sessão passou rápido, e o filme fluiu bem, palmas para o roteirista – sai o veterano Steve Kloves, entra o Michael Goldenberg (Contato, Peter Pan). E para os que ainda não se conformam em não ver cada página transformada em película, vale lembrar que os dois primeiros filmes são tronchos daquele jeito por que o diretor Colombus (ou os produtores, ou a autora dos livros, não importa) não teve pulso para enxugar a obra, ou fazer o básico e o necessário, que é adaptar o livro de forma coerente com a linguagem do cinema.
Bem bom esse aqui, embora realmente senti falta do fator magia. A fotografia é escura e opressora, mais do que nos anteriores, e crianças pequenas que amaram os outros filmes talvez não se sintam muito felizes vendo esse aqui, mas não sei, as crianças de hoje estão cada vez menos sensíveis. Por outro lado, recomendo aos pequenos este tipo de pesadelo, superbom ver filmes mais pesados quando se é criança e lembrar das reações e impressões quando adulto. Enfim, viagem minha.
Filme adolescente, cheios de pirações e hormônios ferventes, Harry Potter e a Ordem da Fênix vai ser, mais do que o habitual, um hit nos shoppings e multiplexes da vida.
Não há muito o que falar do filme em si. Tudo ok e aceitável, conforme manda as regras do jogo. Boa diversão, mas lembra um bigmac: gostoso e óbvio, você já sabe o que esperar. E em excesso faz mal, vale lembrar aos fãs pentelhos
Harry Potter and the Order of the Phoenix / David Yates / 2007 (2:35:1)
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