
As Horas é um bom filme, mas claramente quer ser bem mais do que é. É bom ver esse tipo de filme, feito para ganhar prêmios, anos depois que o bafafá das premiações já passou, e só resta a obra em si, sem aquele carimbo de indicações e vitórias influenciando a opinião de quem o assiste.
Chega de sinopses aqui. Não tenho paciência, e não é nada que o Google não resolva
Temos aqui Nicole Kidman lidando com um futuro negro, Julianne Moore exrtremamente infeliz com o presente e Meryl Streep presa e saudosa ao passado.
A atuação de Kidman talvez seja realmente boa, mas não posso afirmar com certeza. Não é injustiça com a atriz dizer que ela deve o Oscar e outros prêmios que ganhou àquela maquiagem carregada que a deixou parecida com Virginia Woolf. Meryl Streep interpreta Meryl Streep, e por isso mesmo é muito boa, e Julianne Moore contginua sendo aquela atriz inspirada de sempre. Ou seja, o trio feminino principal e os diversos coadjuvantes de prestígio variam do bom ao excelente, com a cada 10 minutos um bom ator entrando em cena e deixando sua marca no filme.
Chega de sinopses aqui. Não tenho paciência, e não é nada que o Google não resolva
Temos aqui Nicole Kidman lidando com um futuro negro, Julianne Moore exrtremamente infeliz com o presente e Meryl Streep presa e saudosa ao passado.
A atuação de Kidman talvez seja realmente boa, mas não posso afirmar com certeza. Não é injustiça com a atriz dizer que ela deve o Oscar e outros prêmios que ganhou àquela maquiagem carregada que a deixou parecida com Virginia Woolf. Meryl Streep interpreta Meryl Streep, e por isso mesmo é muito boa, e Julianne Moore contginua sendo aquela atriz inspirada de sempre. Ou seja, o trio feminino principal e os diversos coadjuvantes de prestígio variam do bom ao excelente, com a cada 10 minutos um bom ator entrando em cena e deixando sua marca no filme.
É um filme de atores e daria uma excelente peça teatral. Só que a direção do inglês Stephen Daldry (Billy Elliot) é carregada e solene, assim como a trilha sonora, tornando uma experiência um tanto angustiante, mas pelos motivos errados.
Sem dúvida é um filme que quer ser melancólico, e o consegue, mas as emoções aqui soam friamente calculadas.
E afinal, sobre o que mesmo As Horas trata? Homossexualidade? Depressão? O peso de carregar uma família, ou a falta que uma faz? Tudo isso, nada disso?
Fica a dúvida no ar. Se o filme tivesse por trás alguém mais preocupado em ser sincero e conciso e menos em agradar a muitos, o resultado seria mais satisfatório.



