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domingo, 14 de outubro de 2007

24 filmes difíceis de se conferir duas vezes


Lista originalmente publicada pelo site A.V. Club, endereço no final do post. Muitos inéditos no Brasil, e com o hiper-cult (e superestimado) filme de Darren Aronofsky no topo:

1. Réquiem Para um Sonho (Requiem for a Dream, 2000, Darren Aronofsky)

2. Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, 2000, Lars Von Trier)

3. A Paixão de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d'Arc, 1928, Carl Theodor Dreyer)

4. O Sétimo Continente (Der Siebente Kontinent, 1989, Michael Haneke)

5. Luz de Inverno (Nattvardsgästerna,1962, Ingmar Bergman)

6. Vício Frenético (Bad Lieutenant, 1992, Abel Ferrara)

7. Sob o Domínio do Medo (Straw Dogs,1971,Sam Peckinpah)

8. Ôdishon (Audition, 1999, Takashi Miike)

9. Sick: The Life and Death of Bob Flanagan, Supermasochist (1997, Bob Flanagan)

10. Vá e Veja (Idi i Smotri, Elem Klimov 1985)

11. In Einem Jahr Mit 13 Monden (In a Year of 13 Moons,1978, Rainer Werner Fassbinder)

12. Á Salvo (Safe, 1995, Todd Haynes)

13. Irreversível (Irreversible, 2002, Gaspar Noé)

14. Meninos Não Choram (Boys Don't Cry, 1999, Kimberly Peirce)

15. Hotaru no Haka (Grave of the Fireflies, 1988, Isao Takahata)

16. When the Wind Blows (1986, Jimmy T. Murakami)

17. Despedida em Las Vegas (Leaving Las Vegas, 1995, Mike Figgis)

18. Jonestown: The Life and Death of Peoples Temple (2006 Jim Jones)

19. S-21: The Khmer Rouge Killing Machine (2003, Rithy Panh)

20. Aniversário Macabro (The Last House On The Left, 1972, Wes Craven)

21. Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004, Clint Eastwood)

22. Vôo United 93 (United 93, 2006, Paul Greengrass)

23. Para Sempre Lylia (Lilya 4-Ever ,2002, Lukas Moodysson)

24. Violento e Profano (Nil By Mouth,1997, Gary Oldman)

http://www.avclub.com/content/feature/not_again_24_great_films_too


OBS: Confesso que não tenho estômago pra todo tipo de filme, mas também não sejamos tão sensíveis: a presença na lista de Meninos Não Choram ,Menina de Ouro e até mesmo de Requiem para um Sonho, por exemplo,é um grande exagero.

domingo, 1 de abril de 2007

Irreversível ( ***1/2 )


Cinema exxxtremo


O diretor Gaspar Noé parece procurar um realismo duro em cada cena de seu filme, a até que funciona. Irreversível é para poucos, e não é muito legal ver longas seqüências envolvendo cabeças esmagadas e mulheres sendo estupradas.

Há aqui uma visão fatalista, e o filme sugere que tudo o de ruim que acontece na vida das pessoas já está traçado –e o tempo destrói tudo, o filme diz. Um dia feliz pode acabar de forma terrível.

A personagem de Belucci conta que teve um sonho estranho envolvendo um túnel vermelho; sua personagem decide se arriscar atravessando exatamente um local parecido com o do seu sonho – e eu não sei o que pensar disso. Pessoas sensatas talvez não entrassem ali, mas o diretor quer por que quer provar sua teoria. Cena inquietante.

A câmera aqui é livre e alucinada, tomadas incríveis. Um clube gay que parece uma filial do inferno, sexo explicíto e muito delírio. Não levem a vovó pra ver esse filme.


A estrutura é roubada de Amnésia, com o filme começando de seu final. Achei que o recurso foi melhor aproveitado aqui que o filme de 2000.

Curioso ver uma atriz famosa e associada ao glamour de antigamente como Mônica Belucci aceitar fazer esse filme. Lembrando de Maléna e A Paixão de Cristo, sabemos que sexo e violência não acanham a atriz. E as cenas de intimidade com o seu marido (também na vida real) Vicent Cassel são muito boas.

Sem dúvidas um filme pertubador, Irreversível tem todo esse pessimismo calculado pra polemizar que me lembrou, olha só, 21 Gramas, e isso é bem esquecível. Mas a direção magnífica e o espanto que o filme causa pela dureza valem muito a pena.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Borat ( ***1/2 )


De tanto ouvir falar no filme, ver trechos e muita polêmica e discussão, o universo absurdo de Borat já era bastante familiar para mim. E tirando o fato de que eu já conhecia algumas piadas (poucas, para a minha sorte), achei o filme uma das coisas mais engraçadas e interessantes que eu vi nos últimos tempos.

Borat é algo meio insano, pela coragem de despejar na tela os mais variados tipos de preconceitos que muita gente tem,mas poucos admitem. Me lembrou de certa forma uma versão live action de South Park. Judeus, ciganos, gays, texanos, pessoal do Leste Europeu,feministas evitem esse filme, se o senso de humor estiver em falta.

Sacha Baron Cohen é um ator sensacional. Não só pela sua atuação em si, mas pelo jogo de cintura que ele demonstra pra conduzir as situações mais absurdas armadas para o filme. Há aqui um misto de ficção com cenas reais muito bem preparadas, armadilhas pra pegar gente soltando os maiores absurdos, sem saber que está sendo filmada ou sem saber aonde toda situação irá descambar. Se isso é muito curioso, também é um ponto fraco da produção, já que em determinados momentos fica a dúvida de como a situação ocorre, da veracidade do que se passa. Não que isso seja importante ou estrague a diversão, mas me deixou com um pé atrás.

Sem dúvida é uma obra irregular, mas é uma idéia tão inspirada e tem momentos tão sensacionais (a corrida dos judeus,o que é aquilo?) que perdoamos os pontos fracos. E vale lembrar que é um filme anti-caretas.


Agora resta esperar por outro personagem muito bom de Cohen, o repórter de moda austríaco Bruno, figura impagável. Mas agora que todo mundo conhece o comediante, vai ser meio difícil colocar o pessoal do mundo fashion em maus lençóis...
Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan / Larry Charles / 2006 / (1:85:1)